Arquivos mensais: março 2015

Identificando os problemas do projeto ST do Flamengo

Fig 01

Há exatos dois anos, a diretoria do Flamengo aplacava uma histórica demanda reprimida ao finalmente lançar seu projeto de Sócio-Torcedor – o Nação Rubro-Negra. Com base em seis pacotes – que depois se tornaram sete – o projeto dividiu opiniões. A maioria (entre eles este blogueiro) enxergou menos virtudes do que o desejado. Outros elogiaram a empreitada com base na aprovação tácita dos quase 30 mil associados em suas primeiras semanas. Veio a arrancada para o título da Copa do Brasil e o NRN sofreu seu segundo boom, ultrapassando a barreira dos 64 mil sócios. Tudo parecia uma festa.

Entretanto, os audaciosos objetivos da diretoria (que chegou a falar até em 200 mil associados) estancaram. Em 2014, desanabolizado pelos resultados em campo, o que se viu foi uma perda em massa de integrantes. Estagnado em 2015, o Nação Rubro Negra se encontra hoje com pouco mais de 55 mil sócios, na modesta sétima posição do ranking do Movimento por um Futebol Melhor – onde chegou a ser terceiro. Apesar da torcida imensamente maior, nos últimos meses o Flamengo foi ultrapassado por Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro e Santos.

Visando identificar o porquê da não conversão de torcedores em novos sócios, o Prof. Rodrigo Fortuna coordenou – em parceria com a Trevisan Escola de Negócios e o Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing Esportivo (IBGME) – uma pesquisa tendo o Sócio-Torcedor do Flamengo como mote. Segundo o material – gentilmente disponibilizado para o Blog Teoria dos Jogos em primeira mão – o objetivo é “mapear os motivos pelos quais o torcedor do Clube de Regatas do Flamengo não adere como esperado ao programa”, bem como “identificar potenciais oportunidades para maior exploração deste programa”. Para tanto, foram aplicados 746 questionários entre torcedores (associados e não-associados) via internet. Os resultados serão expostos a seguir.

Quanto ao perfil da amostra:

Fig 02

Fig 03

Fig 04

Percebam que a localização geográfica dos respondentes é oposta à dos sócios-torcedores, mas está em linha com a distribuição nacional da torcida do Flamengo (cerca de 80% fora do estado do Rio). Isto significa que a pesquisa é mais fiel na leitura da opinião dos não-sócios – 69% dos que responderam ao questionário. A concentração entre homens é a convencional em se tratando do consumidor de futebol no Brasil. Já a maioria de respondentes jovens (de 13 a 24 anos) torna delicada a questão dos custos, como veremos adiante.

Entre os sócios-torcedores:

Fig 05

Considerando que o único plano entre R$ 30,01 e R$ 60,00 é o “Raça” (R$ 39,90 por mês), pode-se dizer que nada menos que 67,1% aderiram a ele. O pacote “Tradição” (R$ 29,90), lançado posteriormente e com menos benefícios, cooptou 23,3% dos respondentes. Juntos, nos levam à leitura de que 90,4% dos flamenguistas refutam as cinco modalidades mais caras (de R$ 69,90 a R$ 199,90 mensais).

Fig 06

A motivação de 81,6% dos associados em “apoiarem financeiramente o clube” presume o que se convenciona por heavy user – torcedores que “compram areia no deserto” quando o assunto é Flamengo. Trata-se de um perfil de consumidor restrito, possivelmente quase que totalmente cooptado pelo programa. Novos sócios que se pretende atrair possuem perfil diferente, como veremos no mapeamento de quem não se associou:

Fig 07

Os não-sócios até afirmam que ajudar é prioridade – embora num percentual representativamente inferior (55,3%). Mas conforme veremos, para eles o problema mesmo envolve o dispêndio. Sejam valores ou formas de pagamento:

Fig 08

Simplesmente 47,8% desejariam pagar menos de R$ 20 nas mensalidades – algo que não é oferecido pelo clube. Outros 23,9% gostariam de pagar entre R$ 20,01 e R$ 30,00, intervalo em que já se encontra o pacote “Tradição”, ao qual não se associam por outras razões. Importante salientar que apenas 4,9% dos respondentes se mostram dispostos a arcar com mais de R$ 60 por mês – e que quase metade destes arcaria com mais de R$ 100. Trata-se de um público que não deve ser desprezado, mas só será cativado por experiências prime.

Fig 09

Finalmente, o mais importante. A ausência de cartão de crédito é justificativa para 26% dos que ainda não se associaram. Este percentual pode ser somado aos 12% que não gostariam de pagar à vista no boleto – fazendo da “forma de pagamento” a maior desvantagem para 38% dos entrevistados. A falta de benefícios é alegada por 22% dos não-sócios, enquanto 21% acham altos os valores dos planos. Apenas 11% dependem do desempenho do time de futebol. Meros 1% não confiam na atual diretoria, um trunfo e tanto para a reversão do cenário aqui exposto.

Outro trunfo são as relações comerciais dos não-sócios com patrocinadores do Fla:

Fig 10

Diante do exposto, o Blog Teoria dos Jogos conclui que o foco dado a descontos e prioridades sobre ingressos atingiu o esgotamento. A maioria – sócios ou não – quer contribuir financeiramente com o Flamengo, mas os que não o fazem encontram dificuldades com métodos de pagamento e preços dos pacotes. Um número nada insignificante se vê distanciado pela falta de benefícios, ao se encontrar geograficamente afastado do clube. Portanto, a disponibilização das seguintes modalidades supriria grande parte da demanda:

1) Um plano a R$ 9,90 mensais com possibilidade de pagamento via boleto e sem qualquer benefício além de uma carteirinha de sócio. Viria a suprir a demanda dos que querem contribuir mas não podem por falta de dinheiro ou cartão de crédito. Boletos possuem alto inadimplemento, mas a completa ausência de benefícios não canibalizaria pacotes superiores. Parcerias com a Caixa (para expedição dos boletos) ou com a Tim (pagamento via conta telefônica) reduziriam sobremaneira a inadimplência.

2) Envio anual de mix de produtos oficiais e/ou licenciados para todos os associados entre os pacotes +Raça (R$ 69,90) e Paixão (R$ 159,90). Quanto mais cara a mensalidade, melhores os produtos – em linha com o palmeirense Avanti (clique nos “kits Avanti” e veja)

3) Disponibilização de uma experiência avançada por ano (lugar no camarote do Maracanã ou viagem com o elenco em partida fora do estado) aos assinantes do pacote +Paixão (R$ 199,90), além do melhor mix de produtos conforme descrição do item anterior.

O Blog Teoria dos Jogos agradece e parabeniza o Prof. Rodrigo Fortuna, a quem maiores informações podem ser solicitadas através do e-mail rodrigo.fortuna@ibgme.org

Um grande abraço e saudações!

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A Pesquisa da Vez: Rio Grande do Sul/2015 – tabulações exclusivas

Detalhamento da pesquisa:

Localidade: Estado do Rio Grande do Sul

Instituto: Index (http://www.institutoindex.com.br/)

Amostra: 1.200 entrevistas, em fevereiro de 2015

Margem de erro: 2,9 p.p

Rio Grande do Sul. Tradicional celeiro futebolístico, terra de uma das maiores rivalidades entre clubes do Brasil. Por lá, se leva a questão das torcidas tão a sério que o estado é, de longe, quem melhor foi mapeado pelo Blog Teoria dos Jogos. Desde as preferências do interior até os números do estado em geral, tudo já passou pelo crivo dos institutos locais. Em meio à entressafra de materiais do gênero, só mesmo uma empresa gaúcha para inaugurar a publicação de pesquisas no ano de 2015.

O problema é que, a cada nova pesquisa, saímos com menos certezas do que entramos. Clicando nos links do parágrafo anterior, percebemos um interior amplamente dominado pela torcida gremista – em linha com o crescimento do clube nas décadas de 80 e 90. Eis que em 2013, pela primeira vez o Inter surgiu na dianteira – algo provavelmente atribuído à explosão colorada nos anos 2000. Do pó viemos, ao pó retornaremos. Segundo nova pesquisa do Instituto Index, é o Tricolor quem comanda absolutamente todo o estado:

Fig 01

Com 49% das preferências, o Grêmio se consolida como o rei dos pampas. Surpreendentemente abaixo, o Internacional surge com 35,7%. Apenas Brasil de Pelotas (2,7%), Caxias (1,3%) e o surpreendente Lajeadense (1,1%) ultrapassam a marca unitária. Outros quatro clubes gaúchos e cinco forasteiros são citados. O número de pessoas sem time (7,2% = 2,8% + 4,4%) também se dá em níveis muito inferiores aos que se tinha notícia.

Embora a pequena amostragem eleve sobremaneira a margem de erro em cada faixa específica, a distribuição geográfica das torcidas se deu assim:

Fig 02

O Tricolor supera o Colorado em todas as regiões do estado, com maior diferença na região Oriental (50,6% a 27,8%) e menor no Sudoeste (50,6% a 49,4%). A única torcida a realmente bater de frente com a dupla Gre-Nal é a Xavante: na região Sudeste, o Brasil de Pelotas marca 28,8%, superando o Inter (23,4%) e só perdendo para o Grêmio (36,9%). Denotando algum caráter cosmopolita, apenas na região metropolitana de Porto Alegre foram verificados torcedores de times de fora (Atlético-MG, Atlético-PR, Flamengo, Palmeiras e São Paulo).

Por gênero e faixa etária:

Fig 03

Fig 04

Interessante constatação: o Grêmio atinge maioria absoluta entre homens (51,4%), enquanto as coloradas existem em maior número na torcida do Inter (38,4%, contra 33,4%). Cem por cento dos torcedores do Caxias entrevistados eram homens.

Por idade, tanto Grêmio quanto Inter mantem relativa estabilidade entre faixas, mas os tricolores atingem seu ápice mediante os mais jovens (52,9%), ao cabo que o auge colorado vem na faixa de 45 a 59 anos (37,5%). Por incrível que pareça, a tão fanática torcida do Brasil de Pelotas perde para Lajeadense, Passo Fundo e Caxias entre jovens.

Por escolaridade e renda:

Fig 05

Fig 06

A maior parte dos gremistas completou o Ensino Médio (53,5%), enquanto o Inter atinge o apogeu entre aqueles com Fundamental Completo (37,9%). Todos os entrevistados do Passo Fundo possuíam nível superior (4,4%).

Chama atenção, ainda, a pirâmide invertida que representa o Inter no tocante à renda – onde cresce a cada tabulação. Entre os mais ricos, 42,9% são colorados, faixa em que a Lajeadense também se destaca (4,1%). A maioria dos gremistas se encontra no segundo pelotão de riqueza, de 6 a 10 salários mínimos (52,7%).

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Audiências: Champions avança sobre o futebol nacional

Alguns anos atrás, futebol europeu na TV era um luxo dirigido às “elites” (palavrinha da moda), aos detentores de pacotes por assinatura. Até que alguns canais abertos – como Band e Record, cada qual a seu tempo – identificaram o potencial do espetáculo proporcionado pela Champions League, principal torneio interclubes do continente. Passaram, então, a registrar bons índices de audiência. Num paralelo que também ocorreu quanto ao UFC (antes exclusivo da RedeTV), a Globo logo mostrou apetite e comprou os direitos de transmissão.

De início foi até estranho. Inserções ao longo da programação chamavam atenção para clubes como Barcelona, Real Madrid ou Chelsea onde antes só havia Flamengo, Corinthians ou São Paulo. Jornalistas acostumados aos gramados do Maracanã abriam link ao vivo do Santiago Bernabeu ou do Emirates Stadium. Suas reportagens ganharam espaço na concorrida grade do Jornal Nacional.

Hoje, poucos anos após o início deste processo, a verdade é que a Globo não consegue mais se imaginar sem a Liga dos Campeões da Europa. E mais: sorte dos clubes brasileiros a existência do fuso horário. É ele quem faz não haver concorrência entre as competições jogadas lá e aqui.

Explica-se. Na tarde de ontem, Globo e Band transmitiram para todo o Brasil a partida Barcelona x Manchester City, pelas oitavas-de-final da Champions. Seus números consolidados superaram, em termos proporcionais (share), à veiculação dos jogos da Libertadores e Copa do Brasil na mesma noite. Em termos absolutos foram apenas alguns pontos de audiência a menos, algo facilmente explicado pelo menor número de televisores ligados no horário. Vejamos se não:

São Paulo

Barcelona 1 x 0 Manchester City – 15 pontos com 32% de share na Globo. Quatro pontos com 9% de share na Band. AUDIÊNCIA TOTAL: 19 pontos com 41%;

São Paulo x San Lorenzo – AUDIÊNCIA TOTAL: 21 pontos com 36% na Globo.

Rio de Janeiro

Barcelona 1 x 0 Manchester City – 19 pontos com 41% de share na Globo. Dois pontos com 4% de share na Band. AUDIÊNCIA TOTAL: 21 pontos com 45%;

Flamengo x Brasil/RS – 22 pontos com 39% na Globo. Dois pontos com 4% na Band. AUDIÊNCIA TOTAL: 24 pontos com 43%.

Todos sabem que a razão é o futebol bem jogado nos gramados europeus, completa antítese à realidade brasileira. Questões organizacionais e técnicas geram apelo de público muitíssimo maior, fazendo destas partidas um verdadeiro concerto. Mas não é só. O futebol europeu vive o bônus da “democratização”: trata-se de um espetáculo para todos, independente do viés clubístico. Qualquer torcedor se interessa por admirar o talento de Messi, Neymar e cia. Ninguém reclama de um suposto “ excesso de barcelonização” na mídia. Todos os ventos sopram a favor.

Naturalmente, preferências por times europeus são voláteis, se esvaindo a ponto de não poderem ser descritas por nada além de mera simpatia. O chamariz varia ao sabor da fase do clube ou de suas contratações – especificamente de craques brasileiros. No entanto, não se pode desconsiderar a formação de uma nova geração de torcedores reais, especialmente entre os mais jovens. Pesquisa do Blog Teoria dos Jogos na Baixada Santista identificou 2,1% da população local nesta condição.

Rumores dão conta de insatisfações na cúpula da Globo pelas baixas audiências do futebol. Por ora, a reclamação recairia sobre partidas às quartas, as que menos cooptam a audiência do programa anterior (novela das 21 hs). Mas é justamente aos domingos que Brasil e Europa concorrem no horário da tarde. Ainda que mudanças soem distantes, os índices em declínio do futebol brasileiro contrastam com o boom vivido pelo futebol europeu. E como a TV vive de audiências, é bom que nenhum cenário venha a ser desconsiderado no longo prazo.

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A Pesquisa da Vez – Baixada Santista (2011 x 2014 – tabulações inéditas)

Após um longo período se abstendo de divulgar o que o tornou popular, eis que as pesquisas de torcida estão de volta ao Blog Teoria dos Jogos. Como já foi dito em outras ocasiões, estes são estudos que se tornam escassos em anos não-eleitorais. A casa dois anos, e de norte a sul, institutos saem em campo com furor atrás de pesquisas de intenção de voto. Nestes casos, pesquisas de torcida são um mero subproduto acrescentado ao questionário. À pergunta “qual é o seu time”, geram-se tabulações de gênero, idade, renda e escolaridade. Surge então nosso ouro.

Além de não ser eleitoral, o ano de 2015 se notabiliza por uma crise econômica sem precedentes, o que dificulta ainda mais a vida de quem explora pesquisas de qualquer natureza. Por isto, lançaremos mão de uma divulgada ao final de 2014. Trata-se de uma interessante atualização do perfil das massas da Baixada Santista, conforme detalhamento abaixo:

Detalhamento da pesquisa:

Localidade: Baixada Santista (SP)

Instituto: Enfoque (via Jornal Boqueirão)

Amostra: 1452 entrevistados acima de 16 anos, entre 26 de setembro e 01 de outubro de 2014

Margem de erro: 3,5 p.p

Link:  http://www.boqnews.com/esportes/mais-de-um-terco-dos-moradores-da-baixada-torcempara-o-santosfc/

Eis os resultados agregados:

Fig 01

Na comparação com a pesquisa de 2011 (Clique e veja no antigo Blog Teoria dos Jogos do Globoesporte.com), percebe-se claramente o crescimento da torcida do Santos, que saiu de 30,8% para 36,4% – expressivo aumento acima da margem de erro. Isto ampliou a liderança do Peixe sobre um estável Corinthians (de 24% para 23,8%). Em tempos de exponencial crescimento corintiano, avançar sobre eles configura expressivo mérito do alvinegro praiano. Se é verdade que o Corinthians viveu seu ápice no ano de 2012 (conquistando a Libertadores e o Mundial), o contra ataque santista veio com o título continental de 2011 e a geração Neymar (2009-2013).

Entre as torcidas da capital, apenas o São Paulo demonstrou maior queda (de 12,5% para 10,7%) – ainda assim dentro da margem de erro. Já o Palmeiras saiu de 9,2% para 9,6%. O Flamengo – único a superar a marca unitária – atingiu 1,7% das preferências. Quem diria, atrás daqueles que torcem por clubes de fora do Brasil (2,1% do total).

A Baixada Santista constitui região metropolitana de 1,7 milhão de habitantes espalhados por nove cidades. O perfil das torcidas de cada uma delas ficou assim:

Fig 02

Em sua cidade-natal, o Santos atropela a concorrência: 48,4% em Santos, contra 16,4% do Corinthians, 9,1% do Palmeiras e 8,6% do São Paulo. O Peixe é também o maior em cinco das nove cidades da Baixada – perdendo para o Corinthians em Bertioga, Cubatão, Peruíbe e Itanhaém. Nesta última se registra o maior percentual de corintianos da pesquisa (37,9%). O São Paulo é o terceiro maior em cinco das nove cidade, repetindo o ápice em Itanhaém (15,2%). Em duas cidades (Mongaguá e Peruíbe), o Palmeiras empata com o Tricolor. Nas outras duas (Santos e São Vicente) o Verdão é maior.

Mas existe um problema: se o número de 1.452 entrevistas é razoável, o é apenas para a região como um todo. Dentro de cada cidade, o número de questionários se mostra pequeno demais – ou seja, com margem de erro muito alta. Portanto, o que se viu acima deve ser relativizado. E as tabulações seguintes considerarão apenas a Baixada inteira.

Por gênero:

Fig 03

Santos, São Paulo e Palmeiras possuem mais homens em seus quadros, situação oposta à verificada entre corintianos e flamenguistas.

Por idade:

Fig 04

Outro grande mérito: enquanto o Corinthians se encontra relativamente bem distribuído entre faixas etárias (o que também se aplica a São Paulo e Palmeiras), é a torcida do Santos quem verdadeiramente cresce na Baixada. Seus seguidores chegam ao ponto de atingir 45,2% na faixa mais jovem, de 16 a 20 anos.

Por renda:

Fig 05

O Verdão é a verdadeira torcida de elite na região, saindo de 8,5% entre os mais pobres (1 a 2 salários mínimos) para 28,6% na segunda faixa mais rica (10 a 15 salários mínimos). Entre os abastados, o Palmeiras só perde para o Santos, que abocanha 38,1% do total. O empate dos quatro grandes na faixa mais rica (acima de 15 salários) presume pouquíssimos entrevistados, fazendo com que a mesma deva ser desconsiderada.

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Homenagem do Blog Teoria dos Jogos a Zico, o maior de todos

Segue singela homenagem, na forma de imagens raras, deste blogueiro ao grande Zico, meu maior ídolo no futebol. Parabéns pelos 62 anos de vida, Galinho! Feliz Natal, Nação Rubro-Negra!

Zico celebrando um gol pelos juniores em 1971

Zico foto juvenis estreia 1971

O jornal do dia 29/07/1971, estreia do Galinho na vitória por 2 x 1 sobre o Vasco, válida pela Taça Guanabara. Percebam a convocação cercada de uma expectativa que veio a se confirmar.

reliquia zico

O esquadrão de 1971: Chiquinho, Rodrigues Neto, Reyes, Onça, Paulo Henrique e Ubirajara; Fio Maravilha, Zé Eduardo, Samarone, Cabralzinho e Zico.

chiquinho-rodriguesneto-reyes-onça-paulohenrique-e-ubirajara-fiomaravilha-zeeduardo-samarone-cabralzinho-e-zico-em1971

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