Rendas e públicos da Libertadores 2015

Finda a fase de grupos da Libertadores, confrontos definidos. E se já é possível saber que teremos dois embates entre brasileiros, podemos também comparar quem levou mais gente aos estádios e, principalmente, quem movimentou mais dinheiro nas bilheterias.

Fig 01

Fig 02

Em comparação com o ano passado, o público pagante do líder caiu ligeiramente. Ainda assim o Corinthians sobrou (39.234), com público 18% superior ao do segundo colocado, Internacional (33.025). Únicos que também participaram da edição passada, Cruzeiro e Atlético tiveram desempenhos antagônicos. Enquanto a média do Galo subiu (de 15.738 para 19.614), a Raposa despencou (de 35.947 para 23.149).

No tocante à renda, a dianteira corintiana é demolidora. Tendo superado a marca de R$ 3 milhões em todos os jogos, o clube paulista arrecadou em média R$ 3,3 milhões –74% a mais que o São Paulo (R$ 1,9 milhão). Apesar de segundo no ranking anterior, aqui o Internacional vai a terceiro (R$ 1,3 milhão), reversão que também acomete os mineiros. Embora tenha colocado mais gente no Mineirão, a capitalização do Cruzeiro foi decepcionante: meros R$ 814 mil por jogo. Quase 40% a menos do que em 2014.

Por fim, o ticket médio – função das estatísticas anteriores. Ao contrário do equilíbrio do ano passado, a dupla paulistana disparou: nada menos que R$ 86 para o Corinthians e R$ 73 para o São Paulo. O diminuto Estádio Independência faz com que a média do Galo suba (R$ 49), superando Internacional (R$ 41) e Cruzeiro (R$ 35).

Um grande abraço e saudações!

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Um comentário sobre “Rendas e públicos da Libertadores 2015

  1. A situação dos clubes de Minas já não anda bem há muitos anos. A conivência desonesta, tanto das autoridades mineiras quanto da imprensa deste estado, fazendo jus à sua fama de “bairrista”, parece não mais conseguir abafar os escândalos protagonizados pelas gestões dos dois clubes. Parece que a característica “come quieto” dos mineirinhos está sendo deturpada pelas administrações de ambos os clubes. É fato que as diretorias dos clubes mineiros vêm agindo às margens da lei. Clubes que apresentam resultados dentro de campo fora da realidade de suas receitas que são bem menores que os demais clubes brasileiros, atrelados à manobras financeiras ilícitas e não externadas pela imprensa mineira, vão sendo expostas ao público inevitavelmente. É impossível manter um esquema financeiro tão escandaloso como estes protagonizados, principalmente pelos ex-presidentes dos clubes mineiros Alexandre Kallil, Ricardo Guimarães, Zezé e Alvimar Perrella. A projeção da dívida atleticana para o final de 2015 é de 600 milhões, já que o clube fechara seu balanço em 2014 no vermelho em 482 milhões, de acordo com o consultor econômico Amir Somogi. A situação do Cruzeiro é menos pior tanto pela postura atual da diretoria que se desfez de seus jogadores mais caros e contratou atletas mais baratos, quanto pela magnitude do déficit total do clube que gira em torno de 300 milhões. Lembrando que essa postura adotada pela Rapoza, vem sendo praticada também por São Paulo, Inter, Grêmio, Santos e Corínthians, que também se desfizeram de seus ídolos em prol de iniciar o pagamento de suas dívidas. Entretanto, a situação do Clube Atlético Mineiro chega a beira do desespero. O clube pode entrar em estado de insolvência a qualquer momento, como ocorreu ao Parma, clube italiano. O Atlético com uma dívida impagável, por possuir uma receita diminuta em relação ao catastrófico montante devido, continua a ousar, irresponsavelmente, em manter um time muito caro e a contratar mais jogadores para o elenco. Na contra-mão destes clubes aparece o Flamengo com um modelo de gestão, protagonizada pelo atual presidente Eduardo Bandeira de Melo. Não é difícil relembrar a fama carregada, por tantos anos, pelo clube carioca de mal pagador. Entretanto, nos últimos 3 anos de gestão austera, o clube de maior torcida do país conseguiu suas CND`s (Certidões Negativas de Débito) demitindo todos os jogadores com salários mais altos, metade dos funcionários do clube e pagando uma média de 100 milhões por ano à Receita em dívidas passadas. Isso custou ao clube temporadas pífias no futebol, em razão da formação de times medíocres dentro de campo, mas que culminou em uma expectativa extremamente promissora para um futuro bem próximo. Fato é que o castelo de areia construído no cenário do futebol mineiro pegará seus torcedores de surpresa. Ato esse que considero criminoso principalmente por parte da imprensa da capital das Alterosas, que se propôs a participar de algo tão venal e cruel contra os torcedores destes clubes, ludibriando-os. Agora é apertar os cintos e torcer para o avião cair no mar porque a queda é inevitável!

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