Arquivos mensais: Maio 2015

Post Patrocinado: Aposte online no Campeonato Brasileiro

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A quarta rodada do Campeonato Brasileiro será marcado por dois grandes clássicos regionais entre Corinthians x Palmeiras e Flamengo x Fluminense. Ainda na quarta rodada, o Brasileirão está em fase de adaptação das equipes que ainda estão contratando reforços, portanto muita coisa ainda está por vir neste que é um dos campeonatos mais emocionantes do mundo, e que pode ser ainda mais emocionante adicionando um ingrediente cada vez mais usado pelos brasileiros: as apostas esportivas online.

O clássico paulista será disputado em momento muito turbulento para as duas equipes. No Corinthians, a eliminação do time na Libertadores para o Guarani do Paraguai, equipe que não é considerada candidata ao título da competição, foi muito decepcionante para torcedores e jogadores. Além disso, a notícia da saída do maior ídolo da equipe, o peruano Paolo Guerrero, para o Flamengo também atrapalhou bastante o clima da equipe que já somou sete pontos no campeonato brasileiro e é o segundo colocado. Já o Palmeiras somou apenas dois pontos no campeonato e recentemente empatou em 0x0 com o ASA de Arapiraca em casa, o que não faz jus à qualidade e quantidade de reforços contratados este ano, o que tem irritado bastante o torcedor.

No 188BET, um dos sites de apostas mais confiáveis do mundo, a cotação para a vitória do Corinthians é de 2.16, contra 3.30 para uma vitória do Palmeiras na casa de seu maior rival, e ainda 3.15 para o empate no clássico. Assim, apostar 100 reais na vitória do Corinthians, por exemplo, nos dá um lucro de 116%, ou seja, os 100 reais se transformam em 216 reais caso o Corinthians de fato vença a partida. Outra aposta interessante para este jogo está no mercado de gols, com a aposta “Acima de 2 gols” com uma cotação de 1.92, ou seja, temos 92% de lucro caso o jogo tenha mais de 2 gols. Se houver exatamente 2 gols marcados, temos a aposta devolvida.

Fig 01

Flamengo x Fluminense será uma partida de dois times que estão deixando a torcida bastante desconfiada com relação ao futuro do time nesta temporada. O Flamengo não vence há 4 partidas entre Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, e o Fluminense já foi goleado por 4×1 pelo Atlético Mineiro neste começo de campeonato, o que fez com que os técnicos das duas equipes fossem demitidos (coincidentemente o ex-técnico do Flu foi contratado pelo Fla). Com uma pressão tão grande sobre os dois times, apenas a vitória fará com que o ambiente dos dois clubes melhore, tornando o jogo deste domingo ainda mais interessante. No 188BET o Flamengo é o favorito para vencer o jogo, com cotação de 2.35 contra 3.05 para a vitória do Fluminense, e 3.05 para o jogo terminar empatado. Com equipes em situação tão similar, o empate parece ser a melhor aposta aqui. Apostar 100 reais no empate significa ter 205% de lucro caso o jogo termine empatado (100 reais se transformam em 305 reais).

Fig 02

Aproveite a rodada de clássicos e registre-se no 188BET, site de apostas online que oferece 188 reais de bônus para novos apostadores. Bom divertimento e boa sorte!

*Cotações corretas no momento da redação

O ranking dos patrocínios – Série A 2015 (Em valores mensais)

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Um dia após a eclosão do maior escândalo de corrupção da história da FIFA, o Blog Teoria dos Jogos traz a público seu costumeiro foco naquilo que deveria ser considerado o lado sério do futebol. Negócios precisam envolver pessoas responsáveis, bem intencionadas e por que não dizer, dotadas de vergonha na cara. Interesses escusos que recheiam contas bancárias de gatunos e aproveitadores devem ter o destino que o FBI parece reservar aos dirigentes envolvidos no episódio: a cadeia.

Dito isto, vamos ao que interessa. Após uma incessante apuração, apresentamos um dos levantamentos mais importantes no tocante à geração de caixa: o ranking de patrocínios às camisas dos clubes da Série A. Mas sob uma nova ótica. Por conta da diferença na duração dos contratos, o cálculo se refere ao valor mensal auferido por cada participante. Isto porque, capitaneados por uma nova política da Caixa, alguns contratos se encerrarão ao final de 2015, não sendo mais anualizados.

Importante deixar claro que as tabelas abaixo passam longe de qualquer verdade absoluta. Tratam-se de valores divulgados na mídia à época da celebração dos contratos, com algumas apurações do Blog entre fontes ligadas aos clubes. Em alguns casos, foram ainda utilizadas projeções, estimativas de mercado ou extrações dos balanços dos clubes. Decerto um trabalho exaustivo, até por se referir a questões rodeadas de sigilo e cláusulas de confidencialidade.

Eis, portanto, o ordenamento dos maiores patrocínios do Brasil em valores mensalizados:

1) Flamengo – R$ 4,8 milhões

Fig 01

Embora não seja o líder quanto ao valor total dos contratos, é o Flamengo que fica na liderança sob a ótica dos aportes mensais de patrocínios. Isto porque, embora Caixa e Jeep tenham fechado parcerias relativamente curtas (sete meses, até o fim de 2015), os repasses representam o que há de mais alto em valores de mercado. A menor duração dos mesmos só será um problema caso as negociações de renovação falhem ou novas empresas não se interessem em substituí-las de imediato.

2) Palmeiras – R$ 4,08 milhões

Fig 02

A situação do Palmeiras é um pouco diferente do Fla: sem problemas quanto à duração dos muitos patrocínios, pertence ao alviverde a maior soma do valor dos patrocínios. Mas, por se dissiparem ao longo de doze meses, os repasses mensais acabam ficando abaixo do rival carioca. O Palmeiras é também quem loteia o maior número de propriedades em seu uniforme, com interessantes revezamentos entre as marcas (algumas de um mesmo conglomerado).

3) Corinthians – R$ 3,2 milhões

Fig 03

Da contratação de Ronaldo Fenômeno ao advento de sua “era de ouro”, por anos o Corinthians se habituou a ocupar a liderança de rankings do gênero. Mas a realidade agora é outra: o clube do Parque São Jorge se vê preocupantemente na dependência de um único contrato – em termos absolutos ainda o maior do país (Caixa). De positivo, o casamento recém celebrado com o aplicativo 99Táxis, novo “menino dos olhos” do mercado publicitário.

4) Vasco da Gama – R$ 3,06 milhões

Fig 04

Eurico Miranda tem muitos, muitos defeitos. Um deles é transformar o Vasco numa caixa preta sem nenhuma transparência – o que faz de todo número envolvendo o clube uma enorme fonte de especulação. Aqui não foi diferente. Mas pelo visto os vascaínos não podem reclamar da capacidade de prospecção de negócios da atual administração. Com Caixa, Viton 44 e Tim, o cruzmaltino galgou a um imponente quarto lugar no ranking de patrocínios.

5) Atlético-MG – R$ 2,19 milhões

Fig 05

Contactamos o Atlético de maneira inócua. Neste departamento, o Galo é muito como o Vasco: executivos não autorizados a divulgarem absolutamente nenhuma importância que envolva o clube. Isto faz com que a única referência sejam especulações de mídias nem sempre especializadas. É o caso da parceria com a Tenco Engenharia, presumida pelo Blog como R$ 900 mil anuais embora muitos veículos tenham noticiado R$ 900 mil mensais – impossível, em se tratando do valor da propriedade em questão. Também não foi possível confirmar os valores repassados pela Tim, decerto entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões anuais. Não mudariam, entretanto, a posição do Galo neste ordenamento. Em tempo: é no uniforme alvinegro que se verifica a maior variedade de marcas de diferentes conglomerados.

6) Grêmio e Internacional – R$ 1,85 milhões

Fig 06

Diferenças de valores não são admitidas no excêntrico mercado publicitário gaúcho. Grêmio e Internacional angariam absolutamente os mesmos valores de Banrisul, Tramontina, Unimed e Tim. Os três últimos não pagam exatamente igual, sendo estimativas apuradas pelo Blog com base no somatório de seus repasses.

8) Fluminense – R$ 1,5 milhões

9) Coritiba – R$ 683 mil

10) Atlético-PR – R$ 583 mil

Fig 07

O oitavo posto é ocupado por um Fluminense ainda em estágio de adaptação à sua nova realidade. Por anos, os tricolores usufruíram de uma espécie de mecenato da Unimed, auferindo valores totalmente desconectados da realidade do mercado. Isto acabou, e o Flu até que se saiu bem repondo rápido os espaços que ficaram vagos. De qualquer maneira, a diferença hoje se faz gritante: o clube fatura o equivalente à metade do Vasco e um terço do Flamengo.

Completando o top-10, temos a dupla Atletiba. Equiparada em valor por Caixa e Tim, os rivais de Curitiba veem a balança pender para o Alto da Glória no número e no valor pago pelos demais anunciantes. A Pro Tork, inclusive, é uma das únicas a admitirem via site oficial quanto pagam por sua propriedade. Trata-se da empresa que investiu R$ 16,6 milhões na construção de três anéis de camarotes, lanchonetes e lounges do estádio Couto Pereira.

11) Chapecoense – R$ 533 mil

12) Joinville – R$ 520 mil

13) Sport – R$ 500 mil

14) Figueirense – R$ 375 mil

Fig 08

Com exceção do Joinville, temos aqui uma sequência de clubes patrocinados pela Caixa (algo que facilita a apuração) e que muito provavelmente se adequarão à nova política de renovação de patrocínios da estatal. Não foi possível apurar os valores pagos pela 99Táxis ao Sport e por Taschibra/Liderança ao Figueirense, o que pode gerar modificações no ordenamento.

15) Santos – R$ 375 mil

Fig 09

O 15º posto é surpreendente – embora não mais do que o que está por vir. Com apenas um remanescente dos áureos tempos, o Santos sofre com o sumiço de anunciantes desde a saída de Neymar em 2013. Pelas boas atuações coroadas com o título, durante o Paulista foram muitas as parcerias pontuais. Mas relações estáveis andam difíceis para os lados da Vila Belmiro.

16) Avaí – No mínimo R$ 321 mil

17) Goiás – No mínimo R$ 241 mil

18) Ponte Preta – No mínimo R$ 237 mil

Fig 10

Não foi possível apurar o montante repassado aos clubes acima, de modo que as estimativas se baseiam na conta de “patrocínios” das respectivas demonstrações financeiras.

19) Cruzeiro – R$ 200 mil

20) São Paulo – zero

Fig 11

O gran finale da coluna traz dois gigantes em situação de dificuldade. O Cruzeiro, nada menos que atual bi-campeão brasileiro, já deixou de arrecadar cerca de R$ 5 milhões com a falta de patrocinadores no uniforme (valores atualizados). Como alento, a venda de camisas vem explodindo pela beleza do azul celeste livre de logotipos alienígenas. A expectativa do clube é fechar os seis primeiros meses com 190 mil camisas vendidas, número próximo das 220 mil vendas contabilizadas em todo o ano passado.

Já o São Paulo até vem fechando patrocínios, mas de outras naturezas. Gatorade e Copa Airlines se uniram ao clube em 2015 para ações de relacionamento, publicidade e mídias digitais – um excelente mercado a ser explorado.  Mas não caíram bem os dois jogos de exposição da companhia aérea no uniforme durante a Libertadores. Ainda que venha tentando diversificar seu portfolio, a verdade é que desde que passou a conviver com a falta de anunciantes, atrasos salariais no Tricolor Paulista também se tornaram notícia.

Lembrando que os valores aqui expostos são passíveis de modificação, sendo o Blog Teoria dos Jogos um espaço aberto caso clubes queiram contactá-lo para maiores esclarecimentos.

Um grande abraço e saudações!

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Post Patrocinado: Aposte online na 3ª rodada do Brasileirão

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As apostas esportivas online já são uma realidade no Brasil e no mundo. Cada vez mais pessoas que gostam de esportes descobrem este mundo que já é antigo na maioria dos países da Europa, Ásia e América do Norte, tornando a experiência de acompanhar seus esportes favoritos ainda mais emocionante, divertido e até mesmo lucrativo. Vamos ver neste artigo como funcionam as apostas e como começar a apostar online no 188BET, um dos sites de apostas mais famosos e seguros do mundo, patrocinadora oficial de Liverpool e Manchester City.

O primeiro passo para ter sucesso e uma experiência agradável com apostas esportivas online é escolher bem o site onde apostar. Alguns sites não trabalham com bancos brasileiros, o que torna o processo de depósito e saque mais difícil e burocrático, portanto escolher um site como o 188BET, que permite depósitos através de boleto bancário, transferência bancária, cartões de crédito entre outras formas de depósito é fundamental para evitar dor de cabeça. Para sacar é ainda mais importante que você escolha um banco que deposite diretamente em sua conta bancária, sem burocracia e sem demora, como o já mencionado 188BET.

Após fazer seu depósito, é hora de apostar, mas para isso é necessário entender como funcionam as apostas e as cotações, que são as probabilidades que o site oferece para determinado evento acontecer. Como exemplo, vamos analisar as opções de apostas para o jogo Fluminense x Corinthians, válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Abaixo, temos as cotações para a vitória de cada equipe:

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Como vemos na imagem, a cotação para a vitória do Fluminense é de 2.50, o empate está cotado a 3.00 e a vitória do Corinthians tem cotação de 2.85. Para saber quanto você pode ganhar com cada aposta, basta você multiplicar o valor da sua aposta pela cotação. Por exemplo, se você acredita que o Fluminense vai conseguir vencer o Corinthians e quiser apostar 100 reais, seu retorno será de 250 reais (100 reais da aposta multiplicado pela cotação de 2.50). Assim, caso o Fluminense de fato vencesse o Corinthians, você teria um lucro de 150 reais (ou 150%).

Mas não é só no vencedor que você pode apostar no 188BET, existe uma variedade enorme de mercados para você escolher a melhor opção para cada jogo, como apostar na quantidade de gols marcados, no placar exato da partida, em quem vai vencer antes do intervalo, e várias outras opções. Como exemplo, vamos colocar o mercado de gols para o jogo entre Atlético Paranaense e Atlético Mineiro:

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A aposta acima significa que caso o jogo tenha 3 ou mais gols marcados, independente de quem marque estes gols, a aposta “Acima de 2.5” é vencedora. Caso o jogo tenha 2 ou menos gols marcados, a aposta vencedora será “Abaixo de 2.5”. Apostar que neste jogo terá no mínimo 3 gols significa apostar em uma cotação de 2.14, ou seja, 114% de lucro em caso de acerto.

Registre-se no 188BET e aproveite o bônus de até 188 reais oferecido para novos apostadores como forma de boas vindas para você aproveitar ainda mais as apostas esportivas, como as apostas em quem vai vencer o intervalo e o jogo todo. Assista ao vídeo abaixo e entenda como este mercado funciona.

Bom divertimento e boas apostas!

E se o Brasil adotasse o modelo inglês?

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Talvez seja questão de tempo, não se sabe ao certo. Mas a sensação que fica é: enquanto não houver mudanças no modelo que distribui os recursos do televisionamento, a demagogia no futebol brasileiro não cessará.

O “bastião da moralidade” é o deputado Mendonça Filho, do DEM/PE, que apresentou emenda à Medida Provisória do Profut visando aplicar por aqui o modelo de repartição do futebol inglês: 50% da verba dividida entre todos os clubes, 25% conforme a classificação do torneio anterior e 25% proporcionais à audiência média de cada um.

Se isto acontecesse, como as coisas ficariam? A resposta vem de um elucidante trabalho de Christiano Candian, autor do blog Constelações e leitor do Blog Teoria dos Jogos. Ele preparou uma planilha que projeta diferentes cenários segundo mudam os percentuais atribuídos a cada critério.

Na hipótese da divisão à inglesa: 50% igualitária, 25% esportiva, 25% audiências:

Fig 01

PS: Valores em milhões de reais, com base na distribuição de recursos vigente do triênio 2013-2015 (diferente das demonstrações financeiras). O percentual de audiência foi dado como proporcional às cotas atualmente percebidas. Foram incluídos apenas os participantes da Série A em 2014 – por isso a ausência do Vasco.

A diferença entre quem ganha mais e menos (Corinthians e Criciúma) ficaria inacreditavelmente pequena: R$ 68,9 milhões a R$ 28,5 milhões. Isto significa que o Corinthians, uma das locomotivas do futebol nacional, levaria apenas 2,4 vezes mais que um clube de torcida quase municipal. Nem assim agradando aos puristas, já que na Inglaterra a diferença fica na ordem de 1,5 vez

O mais impactante pode ser visto na coluna “Diferença”, que denota o quanto ganham ou perdem os clubes sob este novo ordenamento. Gigantes como Flamengo e Corinthians experimentariam sangria superior a R$ 40 milhões. Mas não só eles: São Paulo, Palmeiras, Santos e Botafogo teriam prejuízos de R$ 8 milhões a R$ 24 milhões. Em suma: clubes que representam metade da população nacional chafurdariam para encher os bolsos de Figueirense (R$ 18,1 milhões), Atlético-PR (R$ 16,8 milhões), Chapecoense (R$ 15,9 milhões) e – é lógico – o Sport (R$ 13,5 milhões), do estado do digníssimo parlamentar.

Mas a tabela permite simulações com base em outras divisões. Se ela fosse 50% esportiva, 25% igualitária e 25% audiências:

Fig 02

Neste caso, o “clube dos infelizes” teria a deficitária companhia da dupla Ba-Vi, rebaixada em 2014. O benefício viria ao campeão, com nada menos que R$ 21,3 milhões adicionais nos cofres do Cruzeiro. O Flamengo desabaria no mesmo montante da simulação anterior (R$ 47 milhões), recebendo menos que Corinthians, São Paulo e Cruzeiro. Mas a concentração aumentaria, com o líder faturando 4,2 vezes mais do que o último colocado.

Já no caso de 50% audiências, 25% esportiva e 25% igualitária:

Fig 03

Teríamos um cenário mais racional: os mesmos prejudicados do primeiro cenário com quedas menos acentuadas – a do Flamengo, de R$ 31,5 milhões. Por analogia, o maior beneficiado teria ganhos menos expressivos (R$ 12,1 milhões ao Atlético-PR). Nos três cenários – dado o peso dos resultados esportivos – o Corinthians seria líder, aqui angariando 4 vezes mais do que o Tigre de Santa Catarina.

E a opinião do Blog…

Já expusemos nossa opinião sobre a adoção do modelo inglês num texto denominado “Não existe “espanholização” no Brasil… no máximo uma “italianização”, quiçá “enfrancesamento”. Lá foi dito que em países cuja configuração de torcidas é bem conhecida – casos de Espanha, Itália ou do próprio Brasil – recursos são direcionados de maneira concentrada nos chamados “trens pagadores”.

Se não somos tão concentrados quanto os países citados, a configuração de torcidas no Brasil também não difere tanto. Por aqui, flamenguistas atingem cerca de 24% do universo de torcedores, ao cabo que a Juventus possui 29% e o Real Madrid, 37%. Quando Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco entram em cena, passam a representar 66% da torcida e inacreditáveis 80% entre jovens.

Soa razoável este complexo de Robin Hood, refutando ditames de mercado em meio a relações puramente comerciais entre entes privados?

Não, não soa.

E o Blog Teoria dos Jogos não está sozinho em sua posição. Segundo Emerson Gonçalves, autor do blog Olhar Crônico Esportivo, haveria muitas diferenças entre Brasil e Inglaterra – explicando a pouca similaridade entre os modelos adotados aqui e lá. Ele diz:

-No Brasil a TV já nasceu privada, tendo desde o início dependido do mercado publicitário para sobreviver e crescer. Muito porque se baseou no sistema de transmissão em canal aberto, gratuito e financiado por anunciantes que pagam em troca de visibilidade. Isto não aconteceu na Inglaterra, onde a TV nasceu pública e a publicidade veio bem depois.

Por isto, Emerson diz que “quando se negociam as transmissões do futebol no Brasil, é mais do que evidente que se busca a audiência”, presumindo não haver mal e refutando a adoção de modelos moldados por diferentes realidades.

Agradecemos a Christiano Candian e Emerson Gonçalves, convidando os leitores para mais esta reflexão acerca de um tema que nunca sai de pauta.

Um grande abraço e saudações!

E-mail da coluna: teoriadosjogos@globo.com

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As torcidas da “Corrida”

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Hoje à noite acontece no Rio de Janeiro mais uma etapa da “Corrida das Torcidas”, evento que começa a se tornar tradicional no calendário esportivo carioca. Com etapas que envolvem voltas em torno do Maracanã e da Lagoa Rodrigo de Freitas, a competição tem como diferencial fazer com que cada corredor “represente” o time que torce, apontando-o no momento do seu cadastro.

Como pro Blog Teoria dos Jogos, “envolveu torcida, tem que envolver pesquisa”, elaboramos um levantamento desde o evento de 2013 – quando times de fora do Rio começaram a poder ser escolhidos. De lá pra cá, estes foram os números das torcidas:

Corrida das Torcidas 2014

Etapa Maracanã (Geral Masculino)

TOTAL – 777

Flamengo – 239

Vasco – 140

Fluminense – 96

Botafogo – 86

 

Etapa Maracanã (Geral Feminino)

TOTAL – 593

Flamengo – 165

Fluminense – 89

Vasco – 69

Botafogo – 59

 

Etapa Lagoa (Geral Masculino)

TOTAL – 700

Flamengo – 276

Vasco – 143

Fluminense – 97

Botafogo – 70

 

Etapa Lagoa (Geral Feminino)

TOTAL – 551

Flamengo – 224

Vasco – 100

Fluminense – 76

Botafogo – 65

 

Corrida das Torcidas 2013

Masculino

TOTAL 1020

Flamengo – 351

Vasco – 167

Fluminense – 105

Botafogo – 106

 

Feminino

TOTAL – 711

Flamengo – 260

Vasco – 99

Fluminense – 99

Botafogo – 60

 

No agregado, os resultados seguem abaixo – todos além dos quatro grandes do Rio em percentuais aproximados. Apenas o Flamengo marcou menos do que costuma acontecer em pesquisas na capital carioca. Os demais, em linha com a percepção de torcidas na cidade:

Corrida

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Participe dos Bolões do 188BET.NET

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O 188BET.NET tem uma grande novidade para quem gosta e acompanha a Copa Libertadores da América e o Campeonato Brasileiro. O site oferece Bolões Online das duas competições oferecendo prêmios de verdade para os melhores jogadores. Há prêmios para os melhores da rodada, do mês e do campeonato como um todo.

Se você for bom de palpite e ficar entre os primeiros poderá ganhar iPads, Notebooks, Smartphones, Câmeras Profissionais e até Camisas autografadas pelos jogadores do Liverpool, time inglês patrocinado pelo 188BET. No Bolão do Campeonato Brasileiro, por exemplo, é dada uma camisa oficial de time nacional por semana.

A cada rodada o participante deverá responder a algumas perguntas, como: qual vai ser o resultado de determinada partida, quem vai fazer o primeiro gol, se haverá ou não cartão vermelho, entre outras. O jogo é totalmente gratuito, sendo necessário apenas um breve cadastro para participar, com o cadastro podendo ainda ser feito utilizando sua conta no Facebook.

Os participantes ainda podem se juntar e criar campeonatos para jogar com seus familiares, colegas e amigos para disputar entre si, tornando o jogo ainda mais emocionante.

Para participar clique:

Bolão do Campeonato Brasileiro

Bolão da Libertadores da América

Receitas Agregadas: Sócio-Torcedor + Bilheterias

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Semana passada o Blog Teoria dos Jogos levantou o ranking de faturamento dos maiores clubes do Brasil com seus projetos de sócio-torcedor. Com base na média de associados ao longo de 2014, foi também calculado o ticket médio de cada um, facilitando vislumbrar verdades um tanto ocultas – como agremiações com muitos adeptos e pouco dinheiro em caixa.

Entretanto, como tudo o que se refere ao marketing esportivo, nem sempre as coisas são como parecem. O levantamento em questão foi absolutamente fidedigno, tanto que elogiado por profissionais dos próprios clubes. O problema é que projetos de naturezas completamente diferentes acabam indevidamente pasteurizados quando comparados a seus pares. Visando superar esta dificuldade, o Blog Teoria dos Jogos apresenta uma segunda e definitiva ótica.

Em meios às diferenças de uma iniciativa para outra, são dois os principais subgrupos de projetos sócio-torcedor: Aqueles que disponibilizam ingressos gratuitos e os que apenas proporcionam descontos/facilidades na aquisição. No primeiro grupo encontra-se a grande maioria dos clubes: Cruzeiro, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Internacional, etc.  Já os expoentes do segundo seriam Flamengo, Corinthians e Santos.

A consequência: projetos que oferecem ingressos acabam por canibalizar receitas de bilheteria, ao cabo que os que obrigam a comprar entradas proporcionam um boom nas contas de “bilheteria”. Ademais, mesmo entre os que oferecem ingressos, diferentes características nos planos (e no perfil das torcidas) acabam por gerar resultados heterogêneos entre si. A solução? Somar receitas de “sócio torcedor” com as de “bilheteria”. O resultado é um retrato bastante real da capacidade de geração de caixa dos clubes brasileiros.

É o que foi feito:

Fig 01

*Cruzeiro: O valor divulgado de sua receita líquida com bilheterias está em linha com a estimativa feita pelo Blog. O clube celeste inclui bilheterias, premiações e sócio-torcedor numa mesma conta contábil de R$ 85,8 milhões. Subtraindo R$ 35 milhões do sócio-torcedor e estimando R$ 15 milhões em premiações – só o título do Brasileirão pagou R$ 9 milhões – teríamos o valor em questão.

** Corinthians: segundo as notas explicativas do balanço, a partir de 2014 as receitas de bilheteria deixaram de entrar no caixa do clube, seguindo diretamente para o fundo que administra a Arena. Aos R$ 6,9 milhões de bilheterias em outros estádios, foram somados aproximadamente R$ 35 milhões em arrecadação da Arena Corinthians ao fim de 2014.

Consideradas as notas envolvendo Cruzeiro e Corinthians, eis o resultado final. A fraca bilheteria (R$ 12,1 milhões) não é capaz de tirar do Internacional a liderança do ranking (R$ 71,1 milhões). Mas faz com que Cruzeiro e Flamengo cheguem aos seus calcanhares, atingindo respectivamente R$ 70,8 milhões e R$ 70,4 milhões.

Após o empate técnico do topo, verifica-se um segundo envolvendo Grêmio (R$ 51,6 milhões) e Corinthians (R$ 51,3 milhões). Reparem que o ótimo resultado corintiano – líder em bilheterias com R$ 41,9 milhões – reverte a baixíssima capitalização do programa Fiel Torcedor. Isto porque os paulistas não cedem ingressos a sócios, em linha com o percebido no Flamengo, vice-líder nas roletas (R$ 40 milhões). No extremo oposto, o Grêmio viu entrarem meros 939 mil nesta conta.

O equilíbrio persiste com Palmeiras e Atlético-MG muito próximos (R$ 43,7 milhões a R$ 40,2 milhões). Depois, Atlético-PR (R$ 28,6 milhões), São Paulo (R$ 28,1 milhões), Coritiba (R$ 27,2 milhões), Santos (R$ 26,3 milhões) e Botafogo (R$ 25,4 milhões) disputam posição palmo a palmo. Bahia (R$ 15,2 milhões) e Fluminense (R$ 11,7 milhões) só superam o Vasco (R$ 10,6 milhões) pela inexistência de sócios-torcedores cruzmaltinos.

A harmonia marcante faz com que este seja um ranking normatizado, fruto da aglutinação de receitas aparentemente distintas. Ao influenciarem uma à outra, sócio-torcedor e bilheterias se mostram faces da mesma moeda. Podemos inflar uma das contas em detrimento da outra ou mantermos competitiva semelhança entre ambas. Tudo depende do caminho que se opta por trilhar.


O Blog Teoria dos Jogos orgulhosamente apresenta seu novo patrocinador: o site de apostas 188BET, parceiro dos gigantes ingleses Liverpool e Manchester City!

Se divertir por lá é fácil, rápido e seguro. Atestei na tarde de ontem, quando por sorte de principiante fiz quadriplicar uma grana apostando no empate da Juventus com o Real Madrid! E o melhor: se eu errasse, me devolveriam até o limite de R$ 25 (apenas para a primeira aposta).

Fica ou não fácil ter coragem assim?  🙂

Pra incentivá-los a conhecer o site, o Blog vai sortear (pelo Twitter) R$ 25 em créditos REAIS (cumulativos com a promoção que devolve R$ 25 na primeira aposta em caso de erro). Basta seguir o perfil 188BETBRASIL e mandar um tweet com a hashtag #188BETBRASIL. Pronto, tá concorrendo! O resultado será anunciado na sexta, 15/05/2015.

Um grande abraço e saudações!

 

Sócio-Torcedor: quem fatura mais? Uma análise definitiva

A obrigação legal dos clubes publicarem suas demonstrações financeiras faz deste início de maio um prato cheio para análises de marketing esportivo. Já foi extensamente propagada, por exemplo, a ordem de receita e endividamento. Mais recentemente, se explorou o faturamento com transmissões televisivas. Uma análise um pouco mais complexa, contudo, se refere ao ranking de receitas com projetos de sócio-torcedor.

Há alguns anos os brasileiros despertaram para esta que pode ser vista como uma das fórmulas para o gigantismo de alguns europeus. O advento do Movimento por um Futebol Melhor fomentou projetos associativos a ponto de, hoje, apenas o Vasco não possuir iniciativa do gênero*. Os sócios-torcedores no Brasil ganharam tanto corpo que já existem três clubes com mais de 100 mil adesões, dois tendo ultrapassado a barreira recentemente (Palmeiras e Corinthians).

*Segundo o marketing cruzmaltino, há um litígio com a empresa contratada pela antiga diretoria para gerir o projeto. O clube alega que a mesma não possui condições de geri-lo, cabendo apenas aguardar pelo termo do contrato.

Enquanto alguns comemoram, outros lamentam não fazerem valer suas reais potencialidades. Debate que traz à tona uma questão pouco respondida: quanto, afinal, os clubes capitalizam com seus sócios-torcedores? Naturalmente, a resposta reside nos balanços, só que explicitada de maneira não tão simples.

Um dos grandes problemas da contabilidade é a falta de padronização do plano de contas, o que atrapalha desde fiscalizações tributárias até simples análises de balanço. É o que ocorre na questão do sócio-torcedor. Se contas exclusivas para receitas de “televisionamento” ou “venda de direitos federativos” são comuns a quase todos os clubes, por algum motivo a arrecadação com sócios costuma ser aglutinada com receitas de outras naturezas. Desde bilheterias, passando por premiações ou até loterias – vários clubes os agregam ao faturamento com sócio-torcedor, atrapalhando a clareza da análise. Mas não a inviabilizando.

Dito isto, o Blog Teoria dos Jogos preparou planilha contendo o faturamento com projetos associativos de alguns dos maiores clubes do Brasil em 2014. Num comparativo com as mesmas contas em 2013, eis o resultado:

Fig 01

PS: A coluna da direita expõe a nomenclatura da conta. Clubes que contabilizam receitas com sócio-torcedor à parte estão em negrito.

Informação que denota o quão irreversível é o fomento aos planos de associação: apenas os 14 relacionados faturaram R$ 300 milhões em 2014, um expressivo aumento de 27% em relação ao ano anterior. Nos próximos parágrafos, alguns deles serão dissecados.

A maior receita provém da maior base de associados: o Internacional. Referência na área, o colorado ainda teria margem para inflar os atuais R$ 58,9 milhões. Segundo Alexandre Perin, do Blog Almanaque Esportivo, parte do aumento viria da locação anual de cadeiras (que em 2014 só ocorreu por seis meses) e pelo fim dos descontos concedidos a novos associados.

Ainda que a liderança do Inter soe natural, a verdade é que o lado vermelho do Sul destronou seu principal rival. Balanços 2013 apontavam o Grêmio como líder, mas sua queda de faturamento (R$ 57,9 milhões para R$ 50,6 milhões) levou os tricolores ao segundo posto no ranking. E se antigamente os gaúchos nadavam de braçada, a cada ano que passa a concorrência se aproxima – vide os R$ 35 milhões arrecadados pelo Cruzeiro com seu projeto “Sócio do Futebol”.

Chegar a este valor foi um desafio. O plano de contas celeste unifica a arrecadação dos sócios com bilheterias e premiações. Considerando o atual bicampeão brasileiro (a quem a CBF pagou R$ 9 milhões pelo título), tem-se um a conta denominada “Bilheterias/Premiação” de R$ 85,7 milhões. Então o Blog Teoria dos Jogos entrou em contato com Marcone Barbosa, diretor de marketing da Raposa, que esclareceu a questão. Em 2013, o “Sócio do Futebol” rendeu R$ 30 milhões em mensalidades e R$ 8,5milhões em venda de ingressos para sócios. Já em 2014, R$ 35 milhões em mensalidades e R$ 20,6 milhões em ingressos para sócios.

Em seguida surge o Flamengo, primeiro a manter conta separada para seu “Nação Rubro-Negra”. Projeto que, apesar de estagnado, injetou consideráveis R$ 30 milhões nos cofres rubro-negros ano passado. Depois do Fla, dois paranaenses e o Palmeiras, todos acima dos R$ 20 milhões. A junção da “Timemania” à conta alviverde gera pouco reflexo pela baixa rentabilidade proporcionada pela loteria. Santos e Atlético-MG são outros a alcançarem oito dígitos na arrecadação com associados.

O Corinthians vem apenas em 10º, tendo amealhado menos que os R$ 9 milhões indicados (pois loterias e premiações estão inclusas). Trata-se de um valor incompatível com a grandeza da segunda maior torcida do Brasil. O lançamento de uma nova categoria popular no Fiel Torcedor sinaliza que o clube seguirá na proposta de angariar muitos contribuintes que paguem pouco, o que foi bem recebido pela torcida. Por fim, os projetos de São Paulo, Bahia, Fluminense e Botafogo gerando pouco impacto em seus fluxos de receita.

A experiência corintiana aponta o ticket médio como fator determinante por sinalizar o tamanho que um projeto pode ou deve atingir. Quem cobra quatro vezes mais pode ter até quatro vezes menos adeptos. Eis um fator primordial para que se determine o sucesso ou fracasso de uma empreitada, embora poucos assim o compreendam.

Para calcular o ticket médio dos projetos, o Blog Teoria dos Jogos procurou o Movimento por um Futebol Melhor, sendo informado do número de adeptos no começo e ao final de 2014**. Pela média aritmética dos cenários, chegamos a um número que minimiza movimentos de aumento e queda, melhor se aproximando da base-padrão de associados no período:

 ** Não foi possível incluir Atético-PR e Coritiba uma vez que ambos não são filiados ao Movimento

Fig 02

Dividindo o faturamento da primeira tabela pela média de associados da segunda, eis o ticket médio de cada projeto:

Fig 03

Ordenamento diferente, clubes semelhantes. Grêmio, Cruzeiro, Flamengo e Internacional compõem o top-5 dos que mais alto cobram, tendo apenas o Botafogo como “intruso”. Todos os citados estão acima de R$ 40. No extremo oposto, projetos de Fluminense e Corinthians custam menos de R$ 20 (em média), com tendência de queda ainda maior para os paulistas.

A comparação entre Flamengo e Corinthians mostra o ticket flamenguista mais de três vezes superior. Assim, para equivaler aos 50 mil rubro-negros pagantes, os alvinegros precisam atingir uma base de 150 mil associados. Botafogo e Fluminense também nos trazem situação interessante: faturam igual, mesmo havendo 2,5 vezes mais sócios tricolores.

Cobrar muito ou pouco é política interna de cada clube. Mas as análises permitem auferir que se a opção é cobrar menos, será necessário angariar uma base colossal – algo cada vez mais difícil à medida que se saciarem demandas reprimidas e os heavy users se virem cooptados.

Um grande abraço e saudações!

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Neymar assina contrato com site de poker e diversifica sua imagem

Neymar

Jogar no Barcelona tem seus privilégios: a audiência da UEFA Champions League é global e os jogadores acabam tendo muito mais exposição do que teriam no mercado brasileiro. Um bom caso é o atacante Neymar, fruto das categorias de base do Santos.

Neymar é o protagonista da nova campanha do site Poker Stars para gerar mais interesse no público que nunca jogou as cartinhas pelo computador. O motivo da campanha é simples: Neymar é atualmente um dos jogadores de futebol com mais carisma e potencial de redes sociais do mundo.

“(Neymar) é uma jovem estrela bastante carismática que ama interagir com fãs em redes sociais, fica confortável ante as câmeras e ama o Poker”, disse o CEO do site. “Como uma superestrela num dos maiores clubes do mundo, seu apelo é global. A parceria é uma grande oportunidade para divulgar o jogo do poker ao redor do mundo e atrair novos fãs”, completou.

O jogador lembrou que o esporte das cartas é uma paixão sua: “Ele permite me expressar fora do campo, e eu adoro qualquer chance de superar meus adversários”, disse na assinatura do contrato com o site.  Neymar vira e mexe publica fotos jogado partidas de poker – o fez na Copa do Mundo, por exemplo – e até mesmo seu cachorro foi apelidado graças às cartinhas (com o nome de, adivinhe… Poker)

O que isso significa para o futebol e para o poker?

Existe um esforço cada vez maior para provar que o poker não se trata apenas de sorte como muitos pensam – mas, sim, de um esporte no qual a habilidade dos jogadores é o que importa no longo prazo. A própria declaração de Neymar evidencia isso (o extra-campo). Mostrar que o poker, em termos de competitividade e leitura dos adversários, por exemplo, pode ser exatamente como qualquer outro esporte – como o futebol.

Não é a primeira vez que a Poker Stars investe em atletas dos esportes mais conhecidos do público para reforçar essa imagem do poker, também, como esporte. O tenista Rafael Nadal é contratado do site e o ex-jogador Ronaldo, também. Neymar, aliás, é cliente da 9ine – em outras palavras, a empresa que agencia a carreira do ex-menino da vila tem como Ronaldo um de seus maiores clientes. Com efeito, Ronaldo pode ter sido um ótimo intermediário para que Neymar também faça parte da equipe de esportistas de bolinhas que também se focam nas cartinhas.

Para o futebol é mais uma amostra da força de um esporte com potencial global. Exceção feita aos Estados Unidos – e olha que entre crianças por lá ele já é mais popular do que o beisebol – o futebol é o esporte mais popular na maioria dos países do ocidente (e alguns do oriente também, claro). Um esporte que quer ser mais conhecido buscando estrelas de outro mostra o quão popular este outro é e esse é o caso do futebol.  Após uma das Copas do Mundo mais interessantes da história, a posição da bola continua sendo reafirmada – no coração, mente e números. Ou seria com as cartas também?

Um grande abraço e saudações!

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O ranking mundial de sócios-torcedores

O Movimento por um Futebol Melhor – reunião de grandes empresas parceiras dos clubes de futebol em suas iniciativas associativas – divulgou há pouco a lista dos maiores projetos de sócio-torcedor do mundo:

Fig 01

Segundo Fernando Santos, da In Press assessoria, não se trata exatamente de um ranking mundial, mas sim de uma lista englobando os clubes internacionais que responderam às consultas. Segundo ele, “existiria de fato uma limitação, pois outros clubes foram consultados sem responder”. No entanto, “o objetivo do levantamento seria ao menos dar uma referência sobre a posição dos clubes brasileiros em relação a alguns dos mais importantes do mundo”. Santos finaliza dizendo que “o próprio Torcedômetro do Movimento por um Futebol Melhor, que é um ranking nacional, não inclui todos os clubes brasileiros, apenas os filiados ao Movimento”.

Referência global nesta área, os portugueses do Benfica seguem na primeira colocação, com seus incríveis 270.000 sócios e taxa de conversão de 4% da torcida. A eles se seguem Bayern (ALE), Arsenal (ING), Real Madrid (ESP) e Barcelona (ESP), quando finalmente surgem os gaúchos do Internacional – sexta colocação, 136.980 sócios. O top-10 é encerrado com Porto (POR), Borussia Dortmund (ALE), Palmeiras (9º colocado, 119.312 associados) e Internazionale (ITA).

É improvável que algum clube de fora da lista ocupe uma posição entre os dez primeiros do mundo, tornando esta parte do levantamento relevante e confiável. Há alguns anos os clubes com maior número de sócios são amplamente conhecidos e servem como referência na comparação com as demais torcidas. Isto torna absolutamente louvável a posição ocupada por Inter e Palmeiras, dois representantes brasileiros entre os maiores.

A partir do 11º a fidelidade das informações não pode ser garantida pelas razões expostas no segundo parágrafo. Ainda assim, temos um Corinthians (13º com 98.729) na cola de gigantes como Manchester United e Boca Juniors (100 mil cada). O Grêmio se encontra relativamente estável em 15º, enquanto o Cruzeiro (19º com 69.811) persegue os 73.500 do Atlético de Madrid. Santos, São Paulo e Flamengo, em posição mais modesta, visam ainda a barreira dos 60 mil associados – exatamente onde se encontra o San Lorenzo da Argentina.

A presença brasileira se encerra com Atlético-MG, Fluminense, Bahia e Sport Recife.

Um grande abraço e saudações!

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