E se o Brasil adotasse o modelo inglês?

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Talvez seja questão de tempo, não se sabe ao certo. Mas a sensação que fica é: enquanto não houver mudanças no modelo que distribui os recursos do televisionamento, a demagogia no futebol brasileiro não cessará.

O “bastião da moralidade” é o deputado Mendonça Filho, do DEM/PE, que apresentou emenda à Medida Provisória do Profut visando aplicar por aqui o modelo de repartição do futebol inglês: 50% da verba dividida entre todos os clubes, 25% conforme a classificação do torneio anterior e 25% proporcionais à audiência média de cada um.

Se isto acontecesse, como as coisas ficariam? A resposta vem de um elucidante trabalho de Christiano Candian, autor do blog Constelações e leitor do Blog Teoria dos Jogos. Ele preparou uma planilha que projeta diferentes cenários segundo mudam os percentuais atribuídos a cada critério.

Na hipótese da divisão à inglesa: 50% igualitária, 25% esportiva, 25% audiências:

Fig 01

PS: Valores em milhões de reais, com base na distribuição de recursos vigente do triênio 2013-2015 (diferente das demonstrações financeiras). O percentual de audiência foi dado como proporcional às cotas atualmente percebidas. Foram incluídos apenas os participantes da Série A em 2014 – por isso a ausência do Vasco.

A diferença entre quem ganha mais e menos (Corinthians e Criciúma) ficaria inacreditavelmente pequena: R$ 68,9 milhões a R$ 28,5 milhões. Isto significa que o Corinthians, uma das locomotivas do futebol nacional, levaria apenas 2,4 vezes mais que um clube de torcida quase municipal. Nem assim agradando aos puristas, já que na Inglaterra a diferença fica na ordem de 1,5 vez

O mais impactante pode ser visto na coluna “Diferença”, que denota o quanto ganham ou perdem os clubes sob este novo ordenamento. Gigantes como Flamengo e Corinthians experimentariam sangria superior a R$ 40 milhões. Mas não só eles: São Paulo, Palmeiras, Santos e Botafogo teriam prejuízos de R$ 8 milhões a R$ 24 milhões. Em suma: clubes que representam metade da população nacional chafurdariam para encher os bolsos de Figueirense (R$ 18,1 milhões), Atlético-PR (R$ 16,8 milhões), Chapecoense (R$ 15,9 milhões) e – é lógico – o Sport (R$ 13,5 milhões), do estado do digníssimo parlamentar.

Mas a tabela permite simulações com base em outras divisões. Se ela fosse 50% esportiva, 25% igualitária e 25% audiências:

Fig 02

Neste caso, o “clube dos infelizes” teria a deficitária companhia da dupla Ba-Vi, rebaixada em 2014. O benefício viria ao campeão, com nada menos que R$ 21,3 milhões adicionais nos cofres do Cruzeiro. O Flamengo desabaria no mesmo montante da simulação anterior (R$ 47 milhões), recebendo menos que Corinthians, São Paulo e Cruzeiro. Mas a concentração aumentaria, com o líder faturando 4,2 vezes mais do que o último colocado.

Já no caso de 50% audiências, 25% esportiva e 25% igualitária:

Fig 03

Teríamos um cenário mais racional: os mesmos prejudicados do primeiro cenário com quedas menos acentuadas – a do Flamengo, de R$ 31,5 milhões. Por analogia, o maior beneficiado teria ganhos menos expressivos (R$ 12,1 milhões ao Atlético-PR). Nos três cenários – dado o peso dos resultados esportivos – o Corinthians seria líder, aqui angariando 4 vezes mais do que o Tigre de Santa Catarina.

E a opinião do Blog…

Já expusemos nossa opinião sobre a adoção do modelo inglês num texto denominado “Não existe “espanholização” no Brasil… no máximo uma “italianização”, quiçá “enfrancesamento”. Lá foi dito que em países cuja configuração de torcidas é bem conhecida – casos de Espanha, Itália ou do próprio Brasil – recursos são direcionados de maneira concentrada nos chamados “trens pagadores”.

Se não somos tão concentrados quanto os países citados, a configuração de torcidas no Brasil também não difere tanto. Por aqui, flamenguistas atingem cerca de 24% do universo de torcedores, ao cabo que a Juventus possui 29% e o Real Madrid, 37%. Quando Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco entram em cena, passam a representar 66% da torcida e inacreditáveis 80% entre jovens.

Soa razoável este complexo de Robin Hood, refutando ditames de mercado em meio a relações puramente comerciais entre entes privados?

Não, não soa.

E o Blog Teoria dos Jogos não está sozinho em sua posição. Segundo Emerson Gonçalves, autor do blog Olhar Crônico Esportivo, haveria muitas diferenças entre Brasil e Inglaterra – explicando a pouca similaridade entre os modelos adotados aqui e lá. Ele diz:

-No Brasil a TV já nasceu privada, tendo desde o início dependido do mercado publicitário para sobreviver e crescer. Muito porque se baseou no sistema de transmissão em canal aberto, gratuito e financiado por anunciantes que pagam em troca de visibilidade. Isto não aconteceu na Inglaterra, onde a TV nasceu pública e a publicidade veio bem depois.

Por isto, Emerson diz que “quando se negociam as transmissões do futebol no Brasil, é mais do que evidente que se busca a audiência”, presumindo não haver mal e refutando a adoção de modelos moldados por diferentes realidades.

Agradecemos a Christiano Candian e Emerson Gonçalves, convidando os leitores para mais esta reflexão acerca de um tema que nunca sai de pauta.

Um grande abraço e saudações!

E-mail da coluna: teoriadosjogos@globo.com

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41 comentários sobre “E se o Brasil adotasse o modelo inglês?

  1. Além disso, na Inglaterra a Premier League é transmitida principalmente pela tv paga em canais exclusivamente esportivos. Com isso, todos os times tem a maioria de seus jogos transmitidos, e em âmbito nacional. Aqui no Brasil o Brasileirão é transmitido principalmente pela tv aberta com programação diversa (Globo). Com isso, uma pequena parte dos jogos de cada time é transmitida, e mesmo assim, em âmbito regional. Isso aumenta a importância de Flamengo e Corinthians devido a quantidade e alcance nacional das transmissões.

    1. Recomendo que veja os números do IBOPE e depois comente algo no BLOG, flamengo e corinthians não dão essa enormidade de audiência que você pensa amigo.

    2. Como compartilhar um país com indivíduos egoístas, malandros e xenofóbicos como os ridículos sulistas(Evidentemente, não todos)? São pessoas arrogantes, se julgam superiores e eu sinceramente ainda não entendi o porquê. Sou Pernambucano e Torcedor de um clube tradicionalíssimo chamado Sport Recife e não entendo a suposta disparidade que jornalistas do sudeste afirmam existir entre Sport e Botafogo, por exemplo sendo que eles se assemelham em tudo. Aí o cara sem argumento alega que “gigantes” como Flamengo e Corinthians teriam prejuízo com a equiparidade de cotas. Nossa! como alguém pode ser tão hipócrita? Se eles são tão grandes assim vão continuar com as receitas pois os patrocínios vão dar suporte, mas vou listar alguns do motivos para eles não quererem esse tipo de coisa no nosso futebol. 1.Os valores. 2.O fato de um time como o Sport ter plenas condições de ser campeão Brasileiro ao invés do Corinthians. 3.A possibilidade de outros clubes, inclusive do NORDESTE se tornarem muito grandes. 4.O aumento inevitável de outras torcidas como times como Sport, Bahia, Vitória, Santa Cruz. E a diminuição das torcidas dos times ,hoje, mais ricos. 5.O aumento das torcidas aumentaria também o assédio dos patrocinadores por esses times que são tratados como inferiores hoje e nivelaria os valores oferecidos pelos patrocinadores. Sabe como podemos chamar do Projeto Mendonça? democracia no futebol brasileiro, chega de ditadura. Já basta!

      1. Cara, sou Palmeirense e Paulista, concordo com o que disse, os grandes clubes só estão olhando para o seu próprio umbigo e estão deixando o Futebol Brasileiro morrer, ou alguém lembra como tínhamos muito mais craques aqui e os jogos eram muito melhores de serem vistos, com times muito fortes contra outros fracos, que graça tem esse jogo? O Charme de nosso campeonato é (era?) a imprevisibilidade de quem seria o campeão, pelo menos produzíamos uns 10 favoritos ao título. isso está acabando. Só não concordo contigo Rafael quando diz que as pessoas do Sul são xenófobas, creio que ai parte de seu preconceito.

    3. Bem intencionada ou não, essa reportagem se esquece, “ou não”, o faz propositadamente, que as próprias audiências são induzidas e manipuladas pelos próprios meios de comunicação. Dai quanto menor o peso da audiência na distribuição de valores, mais se estará aproximando da justiça.

  2. Vinícius, eu destacaria que se a intenção fosse de fazer “justiça social” com a divisão das cotas de televisionamento, o montante distribuído no quesito “desempenho esportivo” deveria ser inversamente proporcional à classificação do ano anterior. O campeão Cruzeiro deveria receber a menor parte neste quesito, enquanto o Vasco, voltando combalido da segunda divisão – coitado – deveria ganhar uma das maiores parcelas a fim de reequilibrar o campeonato! Mas essa tal “justiça social” bradada principalmente pelos outros 10 clubes grandes do Brasil na verdade só quer fazer equipará-los a Flamengo e Corinthians. Tudo tem limite, nenhum deles quer passar a ganhar menos que o Criciúma.

  3. Um conta justa deveria levar em conta o seguinte. Quanto fatura a TV, que é quem está pagando isso, e qual a participação de cada clube nesta receita, trazendo audiência para justificar os anunciantes? Bem, deveria ser a TV a dar a resposta, certo? É ela quem paga e é ela quem está fazendo a conta. Caímos de novo no modelo atual.
    Fico pensando o que se quer conseguir impondo um modelo em que o intersse econômico do dono do dinheiro é contrariado. Dar um caminhão de dinheiro para os pequenos clubes e falir de vez os clubes de maior torcida. Abs e SRN

  4. tira o “abramovic” do chelsea e o “sheik” do city e o futebol inglês morre, como morrerá o campeonato espanhol se adotarem o “modelo inglês”, em 10 anos será zebra aparecer um time espanhol nas semifinais das copas europeias. o modelo espanhol faz o campeonato crescer, mesmo ocorre com o chelsea e city e o psg na frança;

    1. O futebol inglês não morreria, mas sim ressuscitaria. Esses magnatas criam uma riqueza totalmente artificial e anti-desportiva em alguns clubes. Esses time tem quase sempre uma legião de estrangeiros e acabam desvalorizando os atletas locais.

  5. Tenho certeza absoluta que estas pessoas que são contrárias às mudanças são torcedores de Flamengo e Corinthians.
    Na Inglaterra, depois que a divisão passou a ser mais equitativa, o preço pago pela transmissão do campeonato não para de subir, isto muito depois da TV passar a ser privada. Aqui no Brasil também falar em TV privada desde o início é só mesmo para quem não viveu nas épocas das ditaduras civil e militar, pois aqui só ia pro ar aquilo que eles queriam, então não me venha com esta conversa mole de TV privada ou pública.
    Sou contra a interferência estatal nesta negociação dos direitos televisivos, acho que os outros dez clubes grandes deste país é que deveriam deixar a Globo ficar com o Corinthians e o Flamengo e procurarem outro canal que transmitissem os seus jogos, o que não pode é os dirigentes aceitarem este apequenamento dos seus clubes diante dos dois queridinhos da Globo, que é o que vai acontecer lentamente.
    E tem mais, não é só na Inglaterra que a distribuição é mais igualitária não, tem o EUA, muito mais liberal que o Brasil, onde a busca pelo equilíbrio, em todos os esportes profissionais, não fica restrita aos valores da TV, mas também na escolha dos jogadores, onde o o clube mais mal colocado tem a preferência pelo maior destaque universitário, tudo em nome do equilíbrio.
    Tem algum país neste planeta em que o esporte é mais tratado como “business” do que os EUA?

    1. Parabéns pelo comentário. Só faltou dizer q a audiência de Flamengo e Corinthians só é maior pois a “Globo da parabólica” nos empurra essas duas opções há anos. Pois se fosse regionalizado, cada estado transmitiria o jogo de seus clubes preferidos.

  6. Qualquer um com o mínimo de inteligência percebe que não importa se algum clube ou outro vai perder receita… o ganho maior é na diminuição das diferenças dos outros clubes para Flamengo e Corinthians e entre si. Não adianta São Paulo, Vasco, Palmeiras e outros terem a receita que tem, mas com a distância cada vez maior das receitas de Flamengo e Corinthians. Adotar um modelo próximo a Premier League é favorecer a competitividade e valorização do campeonato, assim como é na Inglaterra. Se ambos (Flamengo e Corinthians) querem, ao longo dos anos, espanholização e favorecimento de seus cofres que façam um campeonato só, entre si, jogando 38 vezes para vê quem ganha mais!!!

    1. Eles querem que no futuro só haja dois times fortes, como na Escócia ou na Sérvia. Enquanto nos EUA há inúmeras cláusulas que garantem o total equilíbrio entre os times. Não é à toa que a MLS cresce vertiginosamente, enquanto nosso futebol afunda lentamente. O 7 a 1 foi só o começo da queda.

      1. Interessante a posição de alguns aqui… Falam de justiça, de igualdade, será que aplicam isso na sua vida pessoal? divide o seu salário com quem ganha menos devido ao fato de ter tido menos oportunidades de estudo? Acho que não neh?! Voltando ao futebol, não vejo os torcedores dos clubes grandes que ganham menos que Flamengo e Corinthians defenderem redistribuição de cotas nos seus estaduais, onde eles ganham infinitamente mais do que os pequeninos. O grande problema desse debate é que ninguem tenta debater com uma reflexão verdadeira de certo e errado. A grande maioria procurar argumentos para defender os seus interesses, que no caso são os interesses do seu clube!
        Quanto ao modelo de divisão, acho que nós brasileiros temos que encontrar um modelo compatível a nossa realidade e principalmente que fará mais bem ao desenvolvimento do nosso futebol. Se o modelo espanhol não é justo, eu também não acho que o Inglês seria o mais justo. E pra quem acha q a Inglaterra é o modelo a ser seguido no futebol, vamos lembrar q eles foram eliminados na primeira fase nas duas ultimas copas, não ganham nada a 50 anos e nunca tiveram nenhum jogador escolhido como melhor do mundo. É claro que o futebol deles é mais organizado que o nosso, porém o modelo tem algumas consequências ruins para o futebol deles como pouco espaço nos grandes clubes para os jogadores jovens, Invasão de bilionários comprando os clubes e fazendo o que quiser com os mesmos, entrando em rota de colisão muitas vezes com os torcedores do clubes. Clubes falindo por má administração dos donos etc…
        Enfim, para exigirmos alguma mudança no futebol brasileiro, temos que mudar primeiro os nossos clubes, vamos cobrar transparência e competência dos dirigentes que com essa mudança, provavelmente formaremos uma liga, mudaremos a CBF e iremos evoluir exponencialmente.

        1. Parei quando você comparou a divisão de renda de um esporte profissional com um salário de um trabalhador. Procure a ajuda de um psiquiatra amigo.

  7. Poxa Vinicius achei que ia responder alguns comentários, principalmente do Valeriano e Julio Cazar, até busco entender tua posição, mas fica claro que o modelo atual irá criar uma distorção ali adiante. Quem nasceu antes o ovo ou a galinha, afinal esta torcida é maior por causa da TV/Rádio (audiência) ou a audiência é que faz a torcida crescer cada vez mais ?

  8. O problema maior é o que o desequilíbrio de receitas e de exposição trará ao futuro do futebol. Eu, por exemplo, acho ridículo o oba-oba que a imprensa faz quando o Barcelona mete oito a zero num time qualquer da Espanha. Lá a diferença de orçamento é tão grande que um jogador do Barcelona ou do Real Madri tem salário maior que todo o time adversário, incluindo reservas. O que o autor do blog (flamenguista) quer é que o time de maior torcida continue tendo mais dinheiro e mais jogos transmitidos, conquistando desta forma mais torcedores, fazendo com que a TV se interesse em transmitir somente seus jogos, para que possa exigir mais receita e conquistar mais torcedores jovens e, assim, sucessivamente até que no Brasil só haja dois times grandes: Flamengo e Corínthians. Desta forma ficaria mais fácil a Globo atingir grandes audiências toda quarta e domingo, pois todos os torcedores estariam bem divididos entre somente dois times. Só os dois conseguiriam gerar receitas, só os dois poderiam ser campeões.
    Quando o Goiás ou o Paysandu chegaram à Libertadores, algum jogo foi transmitido? Então como um clube desses poderia conquistar mais torcedores se nem na Libetardores eles ganham visibilidade? Mesmo o Cruzeiro, com muito mais torcedores que Santos, Botafogo ou Fluminense, tem suas participações no Brasileiro ou na Libertadores ignoradas pela televisão. Tenho certeza que daqui a alguns anos, o futebol brasileiro bem menos interessante e disputado. E não vai demorar muito uma reviravolta na ridícula situação espanhola.

  9. Nos EUA, todos os esportes profissionais têm regras extremamente rígidas para garantir o equilíbrio de receitas e de exposição dos diversos clubes. Não é à toa que os quatro grandes esportes de lá são milionários e atrativos. E agora que estão se interessando por futebol, o crescimento é vertiginoso e, muito em breve, vai ultrapassar o decadente futebol brasileiro. Na CONCACAF eles já conseguem superar os mexicanos em quase todas as disputas oficiais. Em termos de público, a MLS já dá um banho na nossa Série A.
    Enquanto isso, investimos cada vez mais em concentração e desequilíbrio, para tentar garantir a milenar prevalência do eixo RJ-SP.

  10. Acredito que o modelo inglês é o mais correto, pois sem 20 equipes não há campeonato. Deve haver um % que seja pago de forma igualitária, até para que todos tenham um pouco de condições de ao menos competir, pq times grandes como Palmeiras, Corinthans, São Paulo tem receita de patrocínio alto e renda com sócios torcedores.

  11. Genial Vinícius!!! Mais uma vez, o interesse político a frente do que deveria ser prioridade para o cidadão. Pq esses caras não se preocupam em legislar em temas como saúde e educação. O faro para o dinheiro alcança longe….

    1. Tá agora vamos adivinhar… você é torcedor de um dos times beneficiados e pra variar não tem cérebro também… Agora se nota porque você apoia tal injustiça. Tem gente que de fato merece este paiseco para morar, onde nada é justo e tudo é falado da boca pra fora pensando sempre no interesse próprio. Vai pra frente Brasil com um povinho lixo desse…

  12. Galera, esse tipo de situação só leva a uma coisa, monopólio total de alguns meios, uma ditadura, estilo V de Vingança. É isso o que o nosso amigo Vinícius quer, direitos iguais de tv, significa quebra de monopólios, coisa que os grandes não querem, desde que existe pontos corridos, só cruzeiro quebrou o monopólio rio-sp. Distribuição igualitária é justa, NFL, NBA, NHL, MLB, fazem isso, e as grandes marcas, não deixa de ser grandes marcas, mas dá a possibilidade para pequenas marcas ou clubes serem grandes. A premier league só é do jeito que é, pq tem os magnatas, porém se não tivesse eles, times como leicester, stoke city, west ham apareceriam mais nas primeiras posições. Acho legal o que o deputado quer fazer, e acho ridícula a posição do Vinícius, melhor rever seu pensamento monopolizador, depois reclama do monopólio europeu, como quer mudar isso, com hipocrisia? Como seremos grandes se não acabarmos com monopólio europeu? Melhor fechar esse blog, pq pra falar de times brasileiros e crescer esse mercado, precisamos acabar monopólios e parece que ele não gosta disso.

  13. Vim parar aqui através do site da ESPN. Acredito que não se trata de “justiça social” ou ir contra o livre mercado (do qual sou a favor). Na minha opinião, a concorrência entre os clubes deve ser no âmbito esportivo e não pelo dinheiro. A “briga” pelo dinheiro deve ocorrer entre as Ligas, ou seja, temos que ter um campeonato forte e buscar vende-lo para outros países. Numa divisão de cotas mais igualitárias, os grandes perderiam sim mais dinheiro da TV, mas as “locomotivas do futebol” ainda continuariam em vantagem sobre os pequenos e com “torcidas quase que municipais”, afinal, suas torcidas imensas são uma inesgotável fonte de renda.

  14. O fato de um clube ser locomotiva não o autoriza a ter ganhos de cota de televisão absurdamente superiores aos demais. Se é uma locomotiva, que aufira maiores ganhos em outras modalidades de receita, tais quais os sócios-torcedores, patrocínios, pay-per-view, etc. Numa renda que é derivada de uma concessão pública (direito de transmissão televisiva), há que se priorizar a competitividade, e não a hegemonia. Por isso o modelo inglês me parece, de longe, o mais adequado. Não é por acaso que a a competitividade aumenta a cada em terras inglesas, tornando o campeonato cada vez mais atrativo, tanto para os torcedores quanto para os amantes do futebol. Atualmente (14.01.2016), só para se ter uma ideia, o Leicester City é o segundo colocado na disputa, ao passo que o poderoso Manchester United se encontra apenas na sexta posição! Isso dá ainda mais sabor ao futebol, deixando o torneio mais interessante e a glória do vencedor ainda maior (mesmo para os clubes grandes e tradicionais)! Por outro lado, se o Campeonato Brasileiro mantiver os padrões estabelecidos, aproximando-se do modelo Francês, a competição irá por água abaixo, sendo sua conquista “tão emocionante” quanto os recentes títulos nacionais do Paris Saint Germain. Não posso compactuar com tal atrocidade! Não posso ser conivente com o esmagamento dos pequenos e médios pelos grandes!

  15. Texto que ilustra o cenário do Brasil hoje. A Premier League é o melhor campeonato do mundo, mais equilibrado e que proporciona os melhores jogos de futebol, e o que que o brasileiro faz? Ignora, acha que não funciona, e que não precisa aprender com os outros. Bom mesmo vai ser quando virarmos um campeonato espanhol, onde Barcelona e Real Madrid ganharam 12, dos últimos 15 campeonatos nacionais. Um campeonato com a cota de televisão mais justa é um campeonato mais equilibrado, com jogos melhores, mais surpreendente, e com um maior desenvolvimento de estrutura e qualidade em todos os times. ou seja, mais atrativo, tanto pra quem assiste quando pra quem paga, tanto que hoje times pequenos na Inglaterra, tem mais poder de compra que muitos times grande da Europa. Aconselho a dar uma olhada em como funciona a NBA e a NFL, organizados pensando em melhorar o campeonato e o produto que oferecem, buscando sempre um equilíbrio maior entre os times, melhorando assim o produto fornecido. O exemplo disso era quando tinha o clube dos 13, entre 2000 e 2010 por exemplo, tivemos 8 campeões diferentes, compara com a Espanha pra ver onde vamos chegar. Fazer um campeonato com 20 clubes, privilegiando apenas 2 deles, torna o campeonato interessantes apenas pra eles.

  16. Bem, já vimos como o dinheiro faz diferença na Inglaterra. Na temporada 2015/16, temos o campeonato mais competitivo dos últimos tempos por causa do aumento das cotas de TV. Times que não têm xeiques, russos ou tailandeses como donos (Leicester, Watford, Crystal Palace, West Han, Stoke) com campanhas históricas. Se dividíssemos esse dinheiro de forma mais justa por aqui, o nosso campeonato seria um produto de alcance mundial e com uma marca única: a competitividade dos 20 times, coisa que não vemos nos melhores campeonatos da Europa. O ruim é o Corinthians e o Flamengo largarem o osso e os demais SP – RJ aceitarem diminuir receita em prol do bem coletivo. Mas se isso acontecesse, teríamos o MELHOR CAMPEONATO DE FUTEBOL DO MUNDO.

  17. As análise e repostas dos amigos acima criticando a implantação do sistema inglês, baseiam-se na participação da torcida e títulos dos times que recebem mais das cotas de TV, mas o problema é este não existe um equilíbrio o crescimento de torcida porque os jogadores mais caros ou o time que tem mais títulos nacionais e internacionais são porque recebem mais. proporção direta tem mais destaques porque ganham mais. inclusive questionar a distribuição financeira das entidades públicas, ex: a Caixa Econômica ao invés de contribuir para diminuir o “fosso” financeiro aumentam esse distanciamento pagando mais a quem recebe já recebe muito e pouco aos times que tem poucos patrocínios.

  18. Fica fácil no atual sistema de cotas o time destaque permanecer grande ganhando campeonatos aumentando torcida comprando jogadores caros e tornando-se “imbatíveis” e os outros que recebem migalhas não podem comprar jogadores com qualidades, os jogos são muitos desnivelados como consequência perdem torcedores e patrocinadores. Rapidamente observamos que os times conhecidos como “grandes”, são grandes porque recebem muito dinheiro: cota de TV, Patrocínio da Estatal (Caixa) patrocínio particular por estarem mais na mídia e devido as vitórias contra adversários possuem mais torcida. Inversamente ao times “pequenos” ganham muito pouco e viram sacos de pancadas e com poucos torcedores.

  19. Ao meu ver, do jeito que está não pode ficar.
    Estão matando os pequenos aos poucos.
    E assim sendo, se os grandes não revelarem novos jogadores quem o fará ?!
    É como numa cadeia alimentar, se o pequeno deixar de existir, o grande seguirá o mesmo caminho.
    Eu simpatizo com o modelo inglês, que premia pela meritocracia esportiva em primeiro lugar, afinal de contas trata-se de um esporte, e o desempenho no mesmo é o mais importante.
    50% divididos iguais – estão na mesma divisão, o mérito é o mesmo.
    25% conforme classificação – mais uma vez o mérito esportivo, dentro de campo
    e os outros 25% conforme a audiência – porque essa PODE SER MANIPULADA !
    Afinal a Emissora passa o jogo que ela quiser, baseando-se única e exclusivamente na audiência, sem nenhum critério técnico ou esportivo.
    PS.: sem clubismo, meu time é um dos que mais recebe da tv.

  20. Não só matanto os pequenos na distribuição de renda, mas também não transmitindo seus jogos. Que filho de torcedor de Santos ou Botafogo vai querer torcer pra um time que não se vê os jogos? Conheço crianças São Paulinas aqui em Santa Catarina que torcem pro time pois este foi campeão Brasileiro na época em que eles começaram a enteder de futebol… Ou seja: o time que estava na midia a todo momento. Se só passam hoje jogos de Corinthans e Flamengo, só estes teram novos torcedores de praças com times menos vencedores e menos midiaticos. Também prefiro um modelo financeiro mais equilibrado, pode ser 50% pela audiencia e 50% pela classificação. Mas a audiência tem que ser medida com numero de jogos equivalentes e não 6 jogos de um time e 1 de outro.

    Outro ponto que gostaria de colocar é como na Inglaterra os times variam. O Aston Villa até pouco tem atraz era um time importante. ganhava titulos dava show. Mesma coisa com Nottigham, Newcastle, Portsmouth e outros. Lá como cá administrações equivocadas e escolhas erradas em direções tecnicas e desportivas fazem com que a ciranda rode. Mas os times tem a possibilidade de volta por cima com o dinheiro e transmissões equilibradas. Aqui como vamos recuperar Bangu, Guarani e até o Nautico se estes times que já foram importantes não tem como receber nem 1% dos que recebem os outros. O Próprio Santa Cruz que não virou um Guarani por força de sua torcida local (assim como outros times do norte/nordeste).

    Não digo que sigamos o modelo americano que até limite para jogadores considerados “top” tem em suas ligas (futebol, basquete hoquei e futebol americano). Mas é de se notar que mesmo tendo uma divisão igualitária existem times com muito mais poder de compra e que estes times não ganham titulos consecutivos. Mas times com menor investimento podem ter jogadores que possam em um jogo fazer a diferença e levar titulos ( caso do Portland Timbers na MLS e NBA do atual campeão Goldem State Warriosr). O que é importante é sempre se manter o equilibrio desportivo e que uma nação grande como o Brasil possa produzir varios campeões de diferentes regiões.

  21. Com a nova divisão das cotas de televisao, vai acabar de vez a graça do campeonato brasileiro, que já anda horrível. Como não torço pra Flamengo ou Corinthians, vou cancelar meu pay per view, pois não quero ver meu time servindo de sparring para deleite da Globo. E vou passar a acompanhar os jogos do Barcelona, pois lá pelo menos temos Messi, Neymar, Iniesta, etc. E torcer para que na próxima copa a seleção da CBF leve de 7 novamente. Ou mais.

    1. Quer um conselho? Não veja o Espanhol pois é o que a RGT apoia… ou seja a INJUSTIÇA!!! Veja a Premier League, o campeonato mais disputado do MUNDO e certamente o mais justo em todos os aspectos também.

  22. O show de horrores já começa quando em todo o artigo a divisão atual é atribuída ao critério de audiência. Daí em diante, tudo se perde. O critério atual não é audiência, mas uma pesquisa muito da mal feita com usuários do Pay Per View. Se fosse audiência, essa distribuição não se justificaria, porque a diferença entre os clubes é muito menor e ainda deveriam ser adotados critérios de distribuição. Em outras palavras, o critério, por si só, já é subjetivo, e ainda está sendo deturpado.

    Na verdade, o que o autor defende é a hierarquização forçada do futebol brasileiro.

  23. Para mim o modelo nem seria a premier league. Para mim o modelo é nfl e mlb. São dois dos torneios mais lucrativos do mundo. Chegam a rivalizar com a copa da fifa e olimpíadas em termos de faturamento e lucro. E a divisão é 100% igualitária! No longo prazo é esse o modelo que funciona. Olhem para a divisão de lucros da F1 e olhem o rumo que ela está tomando. As equipes pequenas estão todas falidas o interesse pelo campeonato é cada vez menor.

  24. Se nota que os corintianos com um nível um pouco maior de instrução estão se rebelando contra um modelo comprovadamente vencedor para defender a espanholização a passos largos. Deixa eu adivinhar, vocês apoiam construir estádio com dinheiro público também? hahaha. Vocês são uma piada senhores, só um demente ou um corintiano que dá quase no mesmo pode apoiar uma sandice dessas. Até a planilha com as projeções do que PODERIA SER estão apontando pra uma audiência absurda da duplinha de falidos ajudados pelo governo (curica e framengo), o IBOPE mostra que essas duas agremiações tem a mesma audiência dos seus rivais com jogos nos mesmos horários.

  25. Cara, já passou da hora de se vender que o futebol Espanhol, Inglês, Alemão é o melhor do mundo, não é, tem só os melhores jogadores, tirem os estrangeiros dos melhores times e vejam no que vai dar. Querer imitar esses países não dá, é outra realidade. Outra coisa é querer botar tudo na conta da Globo, tem a Band também… Querer que Flamengo e Corinthians ganhem o mesmo que santa cruz, criciúma, figueirense… é dose.

  26. Cara, que matéria/opinião infeliz! Completamente tendenciosa. Que contribui para a permanência da mediocridade atual do futebol brasileiro. As coisas mudam e o mundo evolui, então não entendo esse desejo em espanholizar o nosso futebol. Não há espanholização? Está tudo tão nítido e claro, contra fatos não há argumentos e o cara vem me dizer que é injusto que clubes grandes banquem clubes menores. Vai tomar viu… fala sério. Prepare-se melhor antes de balbuciar asneiras.

  27. O Engraçado é percebendo aqui mesmo nesse blog, no tópico das audiências que ela não é tão grande assim, e mesmo na média de torcida no estádio também não é. O futebol brasileiro está empobrecido, e essa divisão só reforça isso. O Flamengo ganhar 110 milhões e um Cruzeiro ou Atlético MG ganhar 45 milhões é justo? O que falar de São Paulo com 80 milhões tendo a terceira maior torcida do país?

    Sou Botafogo e vi no tópico de audiências que Botafogo x Capivariano teve audiência igual a de Coritiba x Flamengo. E nos outros casos, a diferença é de 3, 4% ou seja, não é esse trem pagador que tanto falam. Corinthians a mesma coisa.

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