A Pesquisa da Vez: Goiana/PE

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Detalhamento da pesquisa:

Localidade: Goiana, Pernambuco

Instituto: Plural Pesquisa

Amostra: 400 entrevistas em junho de 2015

Margem de erro: 4,9 p.p

De relance, um olhar desatento presume a capital de Goiás. Mas o mapeamento aqui exposto se refere ao município pernambucano de Goiana, na região da Zona da Mata, a 62 km da capital Recife. Trata-se de uma cidade pequena – apenas a 19ª maior do estado – com cerca de 78 mil habitantes. Mas que “entrou para o mapa” ao ser eleita pelo grupo Fiat para implantação da primeira fábrica da Jeep no Brasil, resultando num investimento multibilionário e na criação de milhares de postos de emprego.

Seguem os números:

Fig 01

A proximidade com a capital faz com que Goiana se encontre relativamente em linha com seu perfil. Por isto, a liderança pertence ao Sport (25%), seguido pelo Santa Cruz (13%) e o Náutico (7%). É aí que reside a surpresa: apesar da localização na divisa com a Paraíba e dos meros 51 km de João Pessoa (mais perto que o Recife), a quarta maior torcida é a do Corinthians (6%), não a do Flamengo (2%). O Rubro-Negro surge empatado com Palmeiras e São Paulo, um ponto à frente do Vasco.

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Eis o cerne de uma relativa polêmica que recentemente veio à tona. Assim que desembarcou no Brasil, a Jeep procurou o Flamengo e se tornou patrocinadora do uniforme rubro-negro, com aportes de R$ 4,5 milhões (barra traseira) até o fim de 2015. A parceria partiu da montadora, ao contrário das prospecções tradicionais que tem início no departamento de marketing dos clubes. Isto gerou um mal estar em face da supremacia dos clubes do Recife na região, da falta de aproximação com a comunidade e da inexpressividade da torcida do Flamengo.

É cristalino que a Jeep/FIAT acertou com o Fla em busca de visibilidade nacional. Por que não dizer, visou ainda sinergias com o consumidor do Nordeste – que tem no Flamengo sua maior expressão. A grande questão é que a simpatia nordestina aos cariocas é inversamente proporcional ao sentimento que se nutre no estado onde está a planta industrial. Talvez a rusga fosse solucionada se a empresa investisse em propriedades menores num dos integrantes do “trio de ferro” pernambucano – se não nos três.

Mas voltando à pesquisa, foram também divulgados recortes por gênero, idade, escolaridade e renda:

Fig 02

A única análise que merece destaque reside nas tabulações por faixa etária. Embora pareça surpreendente que o Flamengo marque apenas 2%, não foram encontrados rubro-negros na faixa mais avançada (acima de 50 anos), o que presume que naquela região isto sempre foi assim. Em compensação, não há qualquer crescimento rubro-negro no nível mais jovem, onde arrebata apenas 2% dos torcedores de 16 a 29 anos.

Já o Corinthians vive situação oposta, consagrando seu crescimento em regiões onde há alguns anos não tinha destaque. De um total de 2% de corintianos mais que cinquentenários, o alvinegro vê sua massa explodir até 10% do total de adultos jovens (16-29). Nesta faixa, os paulistas atropelam até forças locais como o Náutico (6%), colando no Santa Cruz (12%). O único pernambucano a registrar crescimento é o Sport, que sai de 21% dos mais velhos para 27% entre jovens.

Um grande abraço e saudações!

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6 comentários sobre “A Pesquisa da Vez: Goiana/PE

  1. Quase 5 pontos de margem de erro.É muita coisa. E outra,com o Fla na zona de rebaixamento,com mísero 1 pontinho em 15 na época que foi feita a tal pesquisa é covardia! Momento influencia e muito! Com certeza há distorções grandes . Faz a pesquisa em época de fim de ano,sem privilegiar ninguém. É tão difícil isso,cacete?

  2. o flamengo precisa montar time para ser campeão, se continuar frequentando a z4, vai acabar perdendo torcida, isso não aconteceu até agora porque o “herdou” os filhos dos vascaínos, tricolores e botafoguenses, mas agora que as mães torcedoras desses times estão na menopausa, o mengão corre o risco de perder torcida.

  3. Aponto dois motivos: a)Existe uma campanha maciça de todo o mundo esportivo de Recife – imprensa, clubes, torcedores (isto respinga na zona metropolitana) contra o clube de regatas Flamengo; b) Morei no Rio e em São Paulo e na cidade maravilhosa há supremacia de cearenses e paraibanos residindo lá. Em São Paulo, a proporção varia de acordo com o tamanho do Estado e a aproximação da capital paulista. Muitos pernambucanos que torcem pelo corinthias sofrem a influência de seus familiares residentes em S. Paulo.

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