Rio 2016: primeiras impressões

Fig 01

Seria impossível que um espaço como o Blog Teoria dos Jogos ficasse de fora do maior evento esportivo do mundo. Na mesma escala de grandeza do acontecimento, caprichamos na antecedência e já nos encontramos instalados dentro do Parque Olímpico da Barra da Tijuca. O objetivo é promover uma odisseia que passará também por outros clusters e venues olímpicos, ilustrando-as com visitações e análises de match day – não apenas no Parque Olímpico mas em locais como o Maracanãzinho, a arena de vôlei de praia ou o Estádio de Remo da Lagoa. Pra quem se lembra de termos feito coberturas na Euro 2012 e na Copa América 2015, tornou-se imperativo vivenciar experiência tão única em pleno Rio de Janeiro.

Eis as primeiras impressões do clima, da estrutura e da cidade em geral, a menos de dez dias do início dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

UM RIO EM OBRAS

Fig 02

 

É verdadeiro o que se disse a respeito do canteiro de obras que é a cidade, a tão pouco tempo de algo tão importante. A correria começa no Parque Olímpico, supostamente já terminado, mas onde são erguidas muitas estruturas temporárias. A Barra da Tijuca segue com grande efetivo visando terminar a estação Jardim Oceânico do metrô – suas composições já se encontram em testes de operação. No Centro, tapumes escondem a região do Boulevard Olímpico onde ficará a tocha, enquanto se verificam obras de um trecho do VLT que não será inaugurado a tempo. Nem é preciso citar a correria dentro das instalações da Vila dos Atletas.

AMBIENTE EM EVOLUÇÃO

Apenas recentemente algumas regiões foram decoradas ou envelopada com a identidade visual da Rio 2016, existindo a sensação de que a cidade poderia estar mais “vestida” para a festa. O número de estrangeiros, outro termômetro, só parece verdadeiramente sintomático no entorno do Parque Olímpico. Com tantas más notícias e preocupações a respeito de zika ou da violência, é de se questionar a projeção de mais de 500 mil visitantes de outros países.

SEGURANÇA OSTENSIVA

Desde a chegada das forças de segurança, aumentou substancialmente o número de homens destinados à manutenção da ordem no Rio. Mas o efetivo não parece distribuído de maneira uniforme pela cidade. O exército, por exemplo, se concentra majoritariamente nas adjacências da Barra da Tijuca.

PARQUE OLÍMPICO “ASSÉPTICO”

Fig 03

 

Ainda temporariamente às escuras, a falta de iluminação no Parque Olímpico não permite admirar a beleza e imponência de arenas como as do tênis, natação e basquete à noite. Mas é de dia e no calor que se percebe que faltou natureza: escassas árvores foram plantadas apenas no entorno imediato dos estádios. Assim, o descampado soa um tanto “acimentado”, fazendo jus à afirmação do ditado popular que diz que o sol é para todos, mas a sombra para poucos.

Um grande abraço e saudações!

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