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As maiores rendas da história – versão final 2016

Terminada outra temporada, vamos à tradicional atualização das maiores rendas da história do futebol brasileiro. A maioria das novidades envolve partidas da Seleção válidas pelas Eliminatórias da Copa de 2018. 

RANKING EM JOGOS ENTRE CLUBES

1) Atlético-MG 2 x 0 Olímpia-PAR – Mineirão (MG) – 24/07/2013 – Público: 56.557 – Renda:  R$ 14.176.146,00 – Final Libertadores 2013;

2) Flamengo 2 x 0 Atlético-PR – Maracanã (RJ) – 27/11/2013 – Público: 57.991 – Renda: R$ 9.733.785,00 – Final Copa do Brasil 2013;

3) Grêmio 2 x 1 Hamburgo-ALE – Arena do Grêmio (RS) – 08/12/2012 – Público: 46.969 – Renda: R$ 8.599.614,00 – Amistoso;

4) Cruzeiro 0 x 1 Atlético-MG – Mineirão (MG) –26/11/2014 – Público: 39.786 – Renda: R$ 7.855.510,00 – Final Copa do Brasil 2014;

5) São Paulo 0 x 2 Atlético Nacional-COL – Morumbi (SP) – 06/07/2016 – Público: 61.766 – Renda: R$ 7.526.480,00 – Semifinal Libertadores 2016;

6) Santos 0 x 0 Flamengo – Mané Garrincha (DF) – 26/05/2013 – Público: 63.501  – Renda: R$ 6.948.710,00 – Brasileirão 2013;

7) Atlético-MG 4 x 3 Lanús-ARG – Mineirão (MG) – 23/07/2014 – Público: 54.786 – Renda: R$  5.732.930,00 – Recopa 2014;

8 ) Palmeiras 2 x 1 Santos – Allianz Parque (SP) – 02/12/205 – Público: 39.660 – Renda: R$ 5.336.631,25 – Final Copa do Brasil 2015;

9) Cruzeiro 3 x 0 Grêmio – Mineirão (MG) – 10/11/2013 – Público: 56.864 – Renda: R$ 5.231.711,00 – Brasileirão 2013;

10) Grêmio 1 x 1 Atlético-MG – Arena do Grêmio (RS) – 07/12/2016 – Público: 55.337 – Renda: R$ 5.105.964,00 – Final Copa do Brasil 2016

Obs1: Partidas recém incluídas no ranking aparecem em negrito.

Obs2.: Os valores expressam a renda bruta de partidas na história recente do nosso futebol, não sendo corrigidos pela inflação. O objetivo deste levantamento é justamente a comparação intertemporal de valores, evidenciando a majoração dos preços ao longo dos anos 

Apenas uma partida adentrou a lista, justamente ocupando a décima e última colocação: o segundo jogo da final da Copa do Brasil, que consagrou o Grêmio como maior campeão do torneio. Agora, futuras postulantes precisam ultrapassar a marca dos R$ 5 milhões em bilheteria. Temos ainda dois jogos do Grêmio no ranking, sendo excluído um do Palmeiras, válido pela inauguração do Allianz Parque.

Em jogos do Brasil, incríveis novidades:

RANKING EM JOGOS DA SELEÇÃO

1) Brasil 3 x 0 Argentina – Mineirão (MG) – 10/11/2016 – Público: 53.490 – Renda: R$ 12.726.250,00 – Eliminatórias Copa 2018

2) Brasil 1 × 0 Sérvia – Morumbi (SP) – 6/6/2014 – Público: 63.280 – Renda: R$8.693.940,00 –Amistoso

3) Brasil 2 x 2 Inglaterra – Maracanã (RJ) – 02/06/2013 – Público: 57.280 – Renda: R$ 8.615.730,00 – Amistoso;

4) Brasil 3 x 0 França – Arena do Grêmio (RS) – 09/06/2013 – Público: 51.643 – Renda: 6.833.515,00 – Amistoso;

5) Brasil 2 x 0 México – Allianz Parque (SP) – 07/06/2015 – Público: 34.659 – Renda: R$ 6.737.030,00 – Amistoso;

6)  Brasil 0 x 0 Argentina – Mineirão (MG) – 18/06/2008 – Público: 52.527 – Renda: 6.605.255,00 – Eliminatórias Copa 2010;

7) Brasil 2 x 1 Colômbia – Arena da Amazônia (AM) – 06/09/2016 – Público: 36.609 – Renda: R$ 5.840.500,50 – Eliminatórias Copa 2018

8 ) Brasil 2 x 2 Uruguai – Arena Pernambuco (PE) – 25/03/2016 – Público: 43.898 – Renda: R$ 4.961.890,00 – Eliminatórias Copa 2018;

9)  Brasil 1 x 0 Romênia – Pacaembu (SP) – 07/06/2011 – Público: 30.059 – Renda : R$ 4.357.705,00 – Amistoso;

10)  Brasil 4 x 2 Chile – Pituaçu (BA) – 09/09/2009 – Público: 30.370 – Renda: R$ 4.350.425,00 – Eliminatórias Copa 2010;

Em 2016, vivenciamos nada menos que a maior renda da história de uma partida da Seleção Brasileira. Ela aconteceu em altíssimo estilo, na goleada sobre a Argentina, ocorrida no Mineirão. Trata-se do segundo Brasil x Argentina em solo belorizontino a integrar o ranking de maiores rendas. A vitória sobre a Colômbia, transcorrida da Arena Amazônia, também serviu para colocar a região norte do país no mapa. E por muito pouco uma outra goleada – 5 x 0 sobre a Bolívia, na Arena das Dunas – também não integrou a lista, mas a renda de R$ 4.307.145,00 bateu na trave. É cada vez menor o número de pertencentes ao ranking anteriores à “era das arenas” (a partir de 2013).

No agregado:

RANKING AGREGADO (SELEÇÃO + CLUBES)

1) Atlético-MG 2 x 0 Olímpia-PAR – Mineirão (MG) – 24/07/2013 – Público: 56.557 – Renda: R$ 14.176.146,00 – Final Libertadores 2013;

2) Brasil 3 x 0 Argentina – Mineirão (MG) – 10/11/2016 – Público: 53.490 – Renda: R$ 12.726.250,00 – Eliminatórias Copa 2018;

3) Flamengo 2 x 0 Atlético-PR – Maracanã (RJ) – 27/11/2013 – Público: 57.991 – Renda: R$ 9.733.785,00 – Final Copa do Brasil 2013;

4) Brasil 1 × 0 Sérvia – Morumbi (SP) – 6/6/2014 – Público: 63.280 – Renda: R$ 8.693.940,00 – Amistoso

5)  Brasil 2 x 2 Inglaterra – Maracanã (RJ) – 02/06/2013 – Público: 57.280 – Renda: R$ 8.615.730,00 – Amistoso;

6) Grêmio 2 x 1 Hamburgo-ALE – Arena do Grêmio (RS) – 08/12/2012 – Público: 46.969 – Renda: R$ 8.599.614,00 – Amistoso;

7) Cruzeiro 0 x 1 Atlético-MG – Mineirão (MG) –26/11/2014 – Público: 39.786 – Renda: R$ 7.855.510,00 – Final Copa do Brasil 2014;

8 ) São Paulo 0 x 2 Atlético Nacional-COL – Morumbi (SP) – 06/07/2016 – Público: 61.766 – Renda: R$ 7.526.480,00 – Semifinal Libertadores 2016;

9)  Santos 0 x 0 Flamengo – Mané Garrincha (DF) – 26/05/2013 – Público: 63.501 – Renda: R$ 6.948.710,00 – Brasileirão 2013;

10)   Brasil 3 x 0 França – Arena do Grêmio (RS) – 09/06/2013 – Público: 51.643 – Renda: 6.833.515,00 – Amistoso;

Apenas o jogo do Mineirão entrou para este ranqueamento, fazendo do estádio Governador Magalhães Pinto líder e vice-líder na estatística. Quanto aos preços médios:

MAIORES TICKETS MÉDIOS DA HISTÓRIA

1) Atlético-MG 2 x 0 Cruzeiro – Independência (MG) – 12/11/2014 – Público: 18.578 – Renda: R$ 4.741.300,00 – Final Copa do Brasil 2014 – Ticket: R$ 255

2) Atlético-MG 2 x 0 Olímpia-PAR – Mineirão (MG) – 24/07/2013 – Público: 56.557 – Renda:  R$ 14.176.146,00 – Final Libertadores 2013 – Ticket: R$ 250; 

3) Brasil 3 x 0 Argentina – Mineirão (MG) – 10/11/2016 – Público: 53.490 – Renda: R$ 12.726.250,00 – Eliminatórias Copa 2018 – Ticket: R$ 238;

4) Cruzeiro 0 x 1 Atlético-MG – Mineirão (MG) –26/11/2014 – Público: 39.786 – Renda: R$ 7.855.510,00 – Final Copa do Brasil 2014 – Ticket: R$ 197

5) Brasil 2 x 0 México – Allianz Parque (SP) – 07/06/2015 – Público: 34.659 – Renda: R$ 6.737.030,00 – Amistoso – Ticket: R$ 194;

6) Grêmio 2 x 1 Hamburgo-ALE – Arena do Grêmio (RS) – 08/12/2012 – Público: 46.969 – Renda: R$ 8.599.614,00 – Amistoso de inauguração – Ticket: R$ 183

7) Flamengo 2 x 0 Atlético-PR – Maracanã (RJ) – 27/11/2013 – Público: 57.991 – Renda: R$ 9.733.785,00 – Final Copa do Brasil 2013 – Ticket: R$ 167;

8 ) Brasil 2 x 1 Colômbia – Arena da Amazônia (AM) – 06/09/2016 – Público: 36.609 – Renda: R$ 5.840.500,50 – Eliminatórias Copa 2018 – Ticket: R$ 159;

9) Brasil 2 x 2 Inglaterra – Maracanã (RJ) – 02/06/2013 – Público: 57.280 – Renda: R$ 8.615.730,00 – Amistoso – Ticket: R$ 150;

10) Brasil 1 x 0 Romênia – Pacaembu (SP) – 07/06/2011 – Público: 30.059 Renda: R$ 4.357.705,00 – Amistoso–Ticket: R$ 145;

Pertence a Belo Horizonte as quatro primeiras colocações, denotando espantoso poder aquisitivo associado à brutal propensão ao consumo de futebol por parte da cidade mineira. Verdadeiramente, a capital econômica das bilheterias.

Um grande abraço e saudações!

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A Pesquisa da Vez: Belo Horizonte 2016 (Instituto Giga vs Datafolha)

Como costuma acontecer a cada dois anos, o período eleitoral deixou algumas preciosidades como externalidades positivas, de carona nas inúmeras pesquisas eleitorais contratadas e divulgadas ao longo dos últimos meses. Talvez pelo perfil de sua disputa – envolvendo um ex-goleiro e um ex-presidente do Clube Atlético Mineiro – Belo Horizonte acabou agraciada com pesquisas que elaboravam o cruzamento da preferência clubística com as intenções de voto. Após ter acesso às pesquisas de dois diferentes institutos, o Giga e o Datafolha, o Blog Teoria dos Jogos vem a público promover uma comparação entre seus números, a fim de melhor compreender a paixão dos belorizontinos por seus clubes.

Primeiramente, vamos ao serviço da pesquisa do Instituto Giga, realizada antes do primeiro turno do pleito na capital. Lembrando que suas tabulações foram feitas de maneira exclusiva e a pedido do Blog.

Localidade: Belo Horizonte/MG, entre 23 e 25 de setembro de 2016

Instituto: Giga

Amostra:  600 entrevistados

Margem de erro: 4 p.p

Já a pesquisa Datafolha foi a campo há algumas semanas, no contexto do segundo turno das eleições:

Localidade: Belo Horizonte/MG, em 25 de outubro de 2016

Instituto: Datafolha

Amostra: 1.119 entrevistados

Margem de erro: 3 p.p

NÚMEROS GERAIS

Instituto Giga

fig-01

Datafolha

fig-02

Percebam que a ordem de grandeza dos números apresentados pelos institutos varia, mas não o ordenamento entre as torcidas. Isto significa que, para ambos, o Cruzeiro detém a maioria na capital (36% segundo o Giga, 40% de acordo com o Datafolha), seguido do Atlético (33% e 38%, respectivamente). Nos dois casos, Raposa e Galo se encontram em empate técnico, justificando pesquisas anteriores que deram maioria apertada ao Atlético. Para ambos, a terceira torcida é a do América, que converge a 2% das preferências. Segundo o Giga, “Outros clubes” somam 5%, superiores aos 3% do Datafolha (onde o Flamengo é tido como detentor de 1%). Contudo, quando separa as preferências segundo os distritos do município, os números do Instituto Giga passam a se assemelhar aos da concorrente:

fig-03

Barreiro e Venda Nova não são exatamente bairros, mas sim distritos de Belo Horizonte. Outrora afastados, hoje se encontram conurbados à metrópole, sem maiores diferenciações com relação aos bairros da capital. Não se sabe exatamente quantas entrevistas foram feitas em cada um (suas populações são bastante inferiores), mas o fato é que os 10% de “Outros” em Venda Nova acabaram enviesando a amostra. Isolando-se apenas as entrevistas em Belo Horizonte, o ranking fica: Cruzeiro (35%), Atlético (34%), América (2%) e Outros (3%). Aí, a diferença fundamental acaba recaindo sobre o percentual de pessoas sem clube. No Datafolha elas são apenas 16%, mas no Instituto Giga batem 24% – algo que certamente tem relação com diferenças metodológicas adotadas pelas empresas.

Em resumo: Cruzeiro e Atlético possuem torcidas em escala quase idêntica na capital, com leve tendência a favor do clube celeste. Ainda em se tratando de Belo Horizonte, o América supera Flamengo e Corinthians, que só vem a fazer real diferença por conta do tamanho de suas torcidas no interior do estado.

POR SEXO

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fig-05

Temos aqui um descolamento com relação ao que dizem as duas pesquisas. Segundo o Instituto Giga, o número de homens cruzeirenses seria muito maior do que o de atleticanos, sendo o fiel da balança após o equilíbrio nas preferências femininas. Já de acordo com o Datafolha, o equilíbrio é permanente, com o Cruzeiro superando o Atlético por dois pontos percentuais em ambos os gêneros. Mas há um ponto em comum: a existência de um número muito maior de torcedores de outros clubes no universo masculino. Segundo o Giga, eles somariam 7%, enquanto o Datafolha indica 6% (sendo 1% de Flamengo e 1% de Corinthians).

Em resumo: os homens de BH, ainda que majoritariamente torcedores de Galo e Raposa, tem maior tendência a optarem por clubes de fora do que as mulheres da cidade.

POR IDADE

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De um modo geral, as duas pesquisas mostram o Cruzeiro maior entre jovens e o Atlético superior entre pessoas com mais idade. Mas isto só acontece de maneira geral, pois existem pontualidades em direções contrárias. Por exemplo, segundo o Instituto Giga, o Galo supera a Raposa entre os mais jovens (42% a 35%), num movimento mais do que compensado pela esmagadora maioria cruzeirense na segunda faixa etária (52% a 26%). Já o Atlético teria mais torcida em duas das três faixas acima dos 35 anos. Enquanto isto, as estatísticas do Datafolha são mais cristalinas, apontando o Cruzeiro sempre maior nas faixas de 16/24 e 25/34 anos. No entanto, nas três faixas com mais idade, o Galo é maior em uma (35 a 44) e a Raposa em outra (mais de 60), havendo empate no recorte de 45 a 59 anos (40% a 40%). América e Flamengo são maiores entre os mais velhos, ao passo que o Corinthians “surge” entre a garotada.

Em resumo: A torcida do Cruzeiro é maior entre os mais jovens.

POR RENDA

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Aqui, a estatística onde menos recaem dúvidas. Tanto Giga quanto Datafolha concordam que, até cinco salários-mínimos, a torcida do Cruzeiro é sempre maior do que a do Atlético. De 5 a 10 salários, o Giga aponta empate (41% a 41%), enquanto o Datafolha já identifica ultrapassagem alvinegra (44% a 41%). Acima de 10 salários, o Galo dispara: 38% a 33% no Giga, 47% a 38% no Datafolha.

Em resumo: A torcida do Atlético possui, sem sombra de dúvidas, maior potencial de renda do que a do Cruzeiro.

Um grande abraço e saudações!

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A Pesquisa da Vez: capitais brasileiras (SPC/CNDL) – EXCLUSIVO

No início da tarde de hoje, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgaram uma estudo sobre os hábitos de consumo dos torcedores no Brasil. Por se tratarem de instituições relacionadas ao crédito e adimplemento, o foco da pesquisa recaiu sobre questões orçamentárias, como capacidade de pagamento e gastos excessivos com produtos e serviços relacionados ao futebol. Maiores detalhes sobre a pesquisa podem ser vistos no site da SPC Brasil (clique aqui).

Sendo um questionário aplicado nas 27 capitais brasileiras, o estudo veio naturalmente acompanhado de uma pesquisa de torcidas. Assim, o Blog Teoria dos Jogos entrou em contato com o SPC Brasil e teve acesso aos números de maneira exclusiva. No entanto, muitos esclarecimentos se fazem necessários.

Em primeiro lugar, não se trata de uma pesquisa nacional, já que as entrevistas se concentraram tão somente nas 27 capitais brasileiras, e com amostra bastante limitada: 620 torcedores. Além disso, por ter focado o universo de torcedores (e não o universo populacional), o “Nenhum” (pessoas sem time) foi descartado, fazendo com que o percentual de cada torcida subisse. Só que o mais importante é que a pesquisa não seguiu proporcionalidades primordiais. Isto que significa que 63% dos respondentes foram homens, mesmo numa sociedade de maioria feminina. Em termos geográficos, entrevistou-se um número muito maior de cariocas (16,6%) do que paulistanos (20,1%) proporcionalmente, levando a uma superestimação dos números atrelados aos times do Rio. Depois das duas maiores metrópoles vieram Salvador (8,3%), Porto Alegre (6,8%), Curitiba (6,1%), Fortaleza (5,6%), Recife (5,4%), Belo Horizonte (4,2%) e Manaus (4%).

Todas as limitações abordadas acima não inviabilizam este estudo de abordagem criativa e diferenciada. A questão é que, mais do que nunca, a pesquisa SPC/CNDL reflete tão somente o perfil de sua amostra. Por conta disto, o Blog Teoria dos Jogos optou por expor seus resultados sem proceder maiores análises sobre os recortes de gênero, idade, renda e fanatismo. Convidamos, portanto, nossos leitores a fazê-lo.

Seguem os números:

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As maiores rendas da história – versão 2016

Na noite de ontem, o Morumbi viveu mais uma jornada de emoções, culminando num resultado nada feliz para o único representante brasileiro na Libertadores. Mas se uma derrota em casa não constava no script, ao menos uma coisa fez os são paulinos se orgulharem: os quase 62 mil pagantes proporcionaram a maior receita de bilheteria da história do clube, recolocando-o no top-10 das maiores rendas. Ranking este que apresenta “novidades novas” e outras um tanto mais antigas, se é que assim podemos dizer:

RANKING EM JOGOS ENTRE CLUBES

1) Atlético-MG 2 x 0 Olímpia-PAR – Mineirão (MG) – 24/07/2013 – Público: 56.557 – Renda:  R$ 14.176.146,00 – Final Libertadores 2013;

2) Flamengo 2 x 0 Atlético-PR – Maracanã (RJ) – 27/11/2013 – Público: 57.991 – Renda: R$ 9.733.785,00 – Final Copa do Brasil 2013;

3) Grêmio 2 x 1 Hamburgo-ALE – Arena do Grêmio (RS) – 08/12/2012 – Público: 46.969 – Renda: R$ 8.599.614,00 – Amistoso de inauguração;

4) Cruzeiro 0 x 1 Atlético-MG – Mineirão (MG) –26/11/2014 – Público: 39.786 – Renda: R$ 7.855.510,00 – Final Copa do Brasil 2014;

5) São Paulo 0 x 2 Atlético Nacional-COL – Morumbi (SP) – 06/07/2016 – Público: 61.766 – Renda: R$ 7.526.480,00 – Semifinal Libertadores 2016;

6) Santos 0 x 0 Flamengo – Mané Garrincha (DF) – 26/05/2013 – Público: 63.501  – Renda: R$ 6.948.710,00 – Brasileirão 2013;

7) Atlético-MG 4 x 3 Lanús-ARG – Mineirão (MG) – 23/07/2014 – Público: 54.786 – Renda: R$  5.732.930,00 – Recopa 2014;

8 ) Palmeiras 2 x 1 Santos – Allianz Parque (SP) – 02/12/205 – Público: 39.660 – Renda: R$ 5.336.631,25 – Final Copa do Brasil 2015;

9) Cruzeiro 3 x 0 Grêmio – Mineirão (MG) – 10/11/2013 – Público: 56.864 – Renda: R$ 5.231.711,00 – Brasileirão 2013;

10) Palmeiras 0 x 2 Sport – Allianz Parque (SP) – 19/11/2014 – Público: 35.939 – Renda: R$ 4.915.885,00 – Brasileirão 2014;

Obs1: Partidas recém incluídas no ranking aparecem em negrito.

Obs2.: Os valores expressam a renda bruta de partidas na história recente do nosso futebol, não sendo corrigidos pela inflação. O objetivo deste levantamento é justamente a comparação intertemporal de valores, evidenciando a majoração dos preços ao longo dos anos 

Muitos podem estranhar a presença da inauguração da Arena do Grêmio entre as maiores. O fato é que apenas recentemente foram divulgados os números da partida contra o Hamburgo, jogada três anos e meio atrás. Valendo-se de uma brutal demanda reprimida em face da nova casa, os gaúchos catapultaram-se à terceira posição no ranking em jogos entre clubes. A derrota do São Paulo, ontem, cravou o quinto posto. E duas partidas do Atlético-MG deixaram a lista das 10 mais. Agora, temos dois jogos do Atlético-MG, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo (considerando-o mandante de fato naquele 0 x 0 contra o Santos em Brasília), além de um do Grêmio e um do São Paulo.

RANKING EM JOGOS DA SELEÇÃO

1) Brasil 1×0 Sérvia – Morumbi (SP) – 6/6/2014 – Público: 63.280 – Renda: R$8.693.940,00 –Amistoso

2) Brasil 2 x 2 Inglaterra – Maracanã (RJ) – 02/06/2013 – Público: 57.280 – Renda: R$ 8.615.730,00 – Amistoso;

3) Brasil 3 x 0 França – Arena do Grêmio (RS) – 09/06/2013 – Público: 51.643 – Renda: 6.833.515,00 – Amistoso;

4) Brasil 2 x 0 México – Allianz Parque (SP) – 07/06/2015 – Público: 34.659 – Renda: R$ 6.737.030,00 – Amistoso;

5)  Brasil 0 x 0 Argentina – Mineirão (MG) – 18/06/2008 – Público: 52.527 – Renda: 6.605.255,00 – Eliminatórias Copa 2010;

6) Brasil 2 x 2 Uruguai – Arena Pernambuco (PE) – 25/03/2016 – Público: 43.898 – Renda: R$ 4.961.890,00 – Eliminatórias Copa 2018;

7)  Brasil 1 x 0 Romênia – Pacaembu (SP) – 07/06/2011 – Público: 30.059 – Renda : R$ 4.357.705,00 – Amistoso;

8 )  Brasil 4 x 2 Chile – Pituaçu (BA) – 09/09/2009 – Público: 30.370 – Renda: R$ 4.350.425,00 – Eliminatórias Copa 2010;

9)  Brasil 2 x 1 Paraguai – Arruda (PE) – 10/06/2009 – Público: 55.252 – Renda: R$ 4.322.555,00 – Eliminatórias Copa 2010;

10)  Brasil 2 x 1 Uruguai – Morumbi (SP) – 21/11/2007 – Público 65.379 – Renda: R$ 4.321.225,00 – Eliminatórias Copa 2010;

Novidade também no ranking envolvendo apenas partidas da Seleção. O empate que complicou o escrete canarinho nas Eliminatórias, diante do Uruguai, no Recife, passou a integrar a sexta posição. Temos agora quatro jogos realizados na cidade de São Paulo (sendo um no longínquo 2007), dois no Recife (a grande surpresa) e um no Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador. No ranking agregado, à medida com que sobe a “nota de corte”, fica cada vez mais difícil constarem novas partidas:

RANKING AGREGADO (SELEÇÃO + CLUBES)

1) Atlético-MG 2 x 0 Olímpia-PAR – Mineirão (MG) – 24/07/2013 – Público: 56.557 – Renda: R$ 14.176.146,00 – Final Libertadores 2013;

2) Flamengo 2 x 0 Atlético-PR – Maracanã (RJ) – 27/11/2013 – Público: 57.991 – Renda: R$ 9.733.785,00 – Final Copa do Brasil 2013;

3) Brasil 1×0 Sérvia – Morumbi (SP) – 6/6/2014 – Público: 63.280 – Renda: R$ 8.693.940,00 – Amistoso

4)  Brasil 2 x 2 Inglaterra – Maracanã (RJ) – 02/06/2013 – Público: 57.280 – Renda: R$ 8.615.730,00 – Amistoso;

5) Grêmio 2 x 1 Hamburgo-ALE – Arena do Grêmio (RS) – 08/12/2012 – Público: 46.969 – Renda: R$ 8.599.614,00 – Amistoso de inauguração;

6) Cruzeiro 0 x 1 Atlético-MG – Mineirão (MG) –26/11/2014 – Público: 39.786 – Renda: R$ 7.855.510,00 – Final Copa do Brasil 2014;

7) São Paulo 0 x 2 Atlético Nacional-COL – Morumbi (SP) – 06/07/2016 – Público: 61.766 – Renda: R$ 7.526.480,00 – Semifinal Libertadores 2016;

8 )  Santos 0 x 0 Flamengo – Mané Garrincha (DF) – 26/05/2013 – Público: 63.501 – Renda: R$ 6.948.710,00 – Brasileirão 2013;

9)   Brasil 3 x 0 França – Arena Grêmio (RS) – 09/06/2013 – Público: 51.643 – Renda: 6.833.515,00 – Amistoso;

10) Brasil 2 x 0 México – Allianz Parque (SP) – 07/06/2015 – Público: 34.659 – Renda: R$ 6.737.030,00 – Amistoso;

Já os maiores tickets médios da história são o lado mais estático. Ainda assim, a vultosa média da partida do Grêmio (R$ 183) tornou-se integrante, atingindo o 5º posto:

MAIORES TICKETS MÉDIOS DA HISTÓRIA

1) Atlético-MG 2 x 0 Cruzeiro – Independência (MG) – 12/11/2014 – Público: 18.578 – Renda: R$ 4.741.300,00 – Final Copa do Brasil 2014 – Ticket: R$ 255

2) Atlético-MG 2 x 0 Olímpia-PAR – Mineirão (MG) – 24/07/2013 – Público: 56.557 – Renda:  R$ 14.176.146,00 – Final Libertadores 2013 – Ticket: R$ 250; 

3) Cruzeiro 0 x 1 Atlético-MG – Mineirão (MG) –26/11/2014 – Público: 39.786 – Renda: R$ 7.855.510,00 – Final Copa do Brasil 2014 – Ticket: R$ 197

4) Brasil 2 x 0 México – Allianz Parque (SP) – 07/06/2015 – Público: 34.659 – Renda: R$ 6.737.030,00 – Amistoso – Ticket: R$ 194;

5) Grêmio 2 x 1 Hamburgo-ALE – Arena do Grêmio (RS) – 08/12/2012 – Público: 46.969 – Renda: R$ 8.599.614,00 – Amistoso de inauguração – Ticket: R$ 183

6) Flamengo 2 x 0 Atlético-PR – Maracanã (RJ) – 27/11/2013 – Público: 57.991 – Renda: R$ 9.733.785,00 – Final Copa do Brasil 2013 – Ticket: R$ 167;

7) Brasil 2 x 2 Inglaterra – Maracanã (RJ) – 02/06/2013 – Público: 57.280 – Renda: R$ 8.615.730,00 – Amistoso – Ticket: R$ 150;

8 ) Brasil 1 x 0 Romênia – Pacaembu (SP) – 07/06/2011 – Público: 30.059 Renda: R$ 4.357.705,00 – Amistoso–Ticket: R$ 145;

9) Brasil 4 x 2 Chile – Pituaçu (BA) – 09/09/2009 – Público: 30.370  Renda: R$ 4.350.425,00 – Eliminatórias Copa 2010– Ticket: R$ 143; 

10) Brasil 1×0 Sérvia – Morumbi (SP) – 6/6/2014 – Público: 63.280 – Renda: R$8.693.940,00 –Amistoso – Ticket: R$ 137;

Um grande abraço e saudações!

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Tamanho não é documento

Não é de hoje que os rankings envolvendo projetos de sócio-torcedor se tornaram uma coqueluche. Fogueira sobre a qual se jogou combustível quando a Ambev, na figura do seu “Movimento por um Futebol Melhor”, passou a disponibilizar seu Torcedômetro. Desde então, a discussão do “meu é maior do que o seu” tomou conta das mesas de bares – reais ou virtuais.

As atualizações mais sofisticadas incluem também os europeus – modo de se auferir os clubes com maior quantidade de sócios do mundo. A última publicação a fazê-lo foi a Máquina do Esporte, a quem pedimos licença para reproduzir o ranking na íntegra:

Fig 01

Mas também não é de hoje que o Blog Teoria dos Jogos alerta para o fato de, no tocante aos projetos associativos, tamanho não ser documento. Foi o que concluímos há dez meses, através da coluna “Sócio-Torcedor: quem fatura mais? Uma análise definitiva”. À época, dissemos que o ticket médio do projeto Nação Rubro-Negra, três vezes superior ao Fiel Torcedor, tornavam necessários 150 mil corintianos para equivalerem ao que o Flamengo arrecadava*. Verdadeiramente, a ótica mais importante.

*Proporção que começa a se aproximar, dados os 132.483 sócios alcançados pelo Corinthians, contra 60.143 do Flamengo (08/03/2016)

Trata-se de uma questão cuja pertinência é comprovada na comparação internacional. Foi o que fez o amigo Benny Kessel, do Blog Balanço da Bola, em coluna publicada no site Mundo Rubro Negro. Em análise sobre o Relatório de Gestão 2014/2015 dos portugueses do Benfica (antigos líderes do “ranking mundial”, atuais terceiros colocados), o colunista descobriu os seguintes elementos:

“– Do total de valores pagos pelos sócios-torcedores do Benfica, apenas 25% são transferidos para o clube;

– O clube obteve como rendimento 2,6 milhões de euros líquidos;

– A receita com sócios-torcedores representa 3% das receitas recorrentes com futebol (não considera venda de direito de atletas).

– Pelas demonstrações contábeis do Flamengo em 2014, do montante arrecadado com STs (R$ 30,4 milhões), o clube fica com R$ 21,9 milhões, ou seja, 75% do total, repassando 25% para a operadora do programa. No Benfica a relação é inversa, 75% para a operadora, 25% para o clube;

– Com o seu programa em 2014, o Flamengo obteve R$ 21,9 milhões de reais líquidos, valor que, em 31/12/2014 correspondia a 6,8 milhões de euros, quase 3 vezes mais do que o obtido pelo Benfica;

– As receitas líquidas do Flamengo representaram 7,7% do total das receitas recorrentes com futebol em 2014, 10,7% se considerarmos as receitas brutas. Bem mais do que os 3% apurados pelo Benfica.”

 De onde concluiu:

“Pelo menos em lucros obtidos com o programa, o Benfica não tem muito a ensinar ao Flamengo.”

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Nem ao Flamengo, nem a muitos dos nossos gigantes – como Corinthians, Palmeiras, Internacional, Grêmio e Cruzeiro. Todos capitalizando com seus projetos em níveis inéditos, independente da diferença no preço médio ou nos benefícios oferecidos por um ou outro.

Por tudo isto – e apesar dos inúmeros pesares – é pertinente que tratemos nosso recorrente complexo de vira-latas. Há, por aqui, profissionais sérios, capacitados e iniciativas de marketing de sucesso. O desafio é difundi-las a todos os clubes, bem como torná-las sustentáveis. Fugindo das intempéries típicas do universo futebol, como o sucesso apenas nas boas fases.

Um grande abraço e saudações!

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O Mapa do Televisionamento dos Estaduais 2016

Alguns anos após introduzir este conceito no cenário econômico e futebolístico, o Blog Teoria dos Jogos retoma seu mapa do televisionamento do estaduais, versão 2016. Trata-se de um levantamento acerca dos estaduais que são veiculados, detalhando para onde e qual percentual do PIB e da população cada um está exposto. Os números se referem apenas à TV aberta e à divisão de praças da Globo, detentora dos direitos de transmissão. A Bandeirantes, emissora licenciada, obedece às regras impostas por aquela, gerando um alinhamento na maioria dos estados.

Antes de trazermos os números, alguns esclarecimentos se fazem necessários. Estamos diante de um levantamento que foi “facilitado” ao longo dos anos, dada a simplificação na distribuição dos estaduais. Anteriormente, praças que não possuíam certames próprios se dividiam entre os do Rio e de São Paulo – com larga vantagem para os primeiros. Nos últimos anos, o Paulistão deixou de ser veiculado para lugares como Tocantins (que se voltou ao Rio), Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (estaduais próprios).

Mas as baixas não são exclusividade do Campeonato Paulista. A última “dissidência” verificada se deu em Alagoas, há dois anos, quando o Campeonato Alagoano passou a ser assistido em detrimento do Carioca. Também ocorrem exceções, como no fim de semana em que a Globo Brasília optou por receber o sinal de São Paulo. Ainda assim, a hegemonia do Rio é incomparável: enquanto quinze unidades federativas alinham consigo, o Paulista hoje é visto apenas em seu estado de origem. Equiparando-o a outros onze torneios: Mineiro, Baiano, Gaúcho, Paranaense, Pernambucano, Cearense, Catarinense, Goiano, Alagoano, Mato-Grossense e Sul Mato-Grossense.

Feitas as ressalvas, vamos aos números:

Fig 01

 

Fig 02

Tamanha difusão torna natural a preponderância do Campeonato Carioca Brasil adentro. Somados, os quinze estados que o assistem representam 29,61% da população nacional. Exposto para 44 milhões de pessoas, o Paulistão possui abrangência de 21,72%. Mas o poderio econômico faz com que a balança se reverta a favor de São Paulo sob a ótica do PIB. Semanalmente, as marcas de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos são divulgadas para o equivalente a 32,13% do Produto Interno Bruto. Os 60 milhões de brasileiros voltados aos times do Rio representam 27,14% da economia brasileira.

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Numa comparação entre os dois principais estaduais, percebemos o Paulista com potencial de renda 18% superior ao Carioca. No entanto, há uma semana expusemos que a diferença que a Globo paga por ambos é muito superior. Estima-se que nas negociações pelo Carioca-2017, Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo possam auferir entre R$ 11 milhões e R$ 12 milhões cada um. O que faria o quarteto carioca assistir aos paulistas embolsarem no mínimo 40% a mais.

Ainda em termos comparativos, viajemos à era pré-Teoria dos Jogos.  Em 2011, descobrimos que este blogueiro já compilara um mapa do televisionamento, publicando-o no blog Olhar Crônico Esportivo, do amigo Emerson Gonçalves. Naquele tempo, o Carioca era veiculado para 30,6% da população (0,99 ponto percentual a mais do que hoje) e 26,97% do PIB. Ou seja, ainda que marginalmente, pode-se dizer que o Estadual do Rio cresceu 0,17 p.p em valor – o que não corre com o Paulista. Nestes cinco anos, os clubes de São Paulo verificaram queda de 3,51 p.p na população e 4,23 p.p no PIB para o qual se expõem. Tratam-se de reduções acentuadas.

Após São Paulo e Rio, a ordem dos estaduais sob a ótica do PIB nos brinda com os Campeonatos Mineiro (9,16%), Paranaense (6,26%), Gaúcho (6,23%), Catarinense (4,03%) e Baiano (3,84%).

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O faroeste envolvendo a Globo e o Esporte Interativo

Fig 01

Todos sabem que a Globo é a maior rede de televisão do Brasil e uma das maiores do mundo. Primando por excelência, além de dominar o entretenimento e o jornalismo, sempre coube a ela ditar as regras no tocante ao televisionamento do futebol. Simplesmente porque nunca teve concorrentes à altura, econômica ou estruturalmente, para sentir-se ameaçada em seu reinado. Assim, esteve nas mãos da Globo a transmissão e exploração do futebol brasileiro em suas diferentes mídias: TV aberta, fechada, pay per view, mobile e internet.

Já o Esporte Interativo é de conhecimento mais recente. Pequeno canal esportivo fundado no Rio de Janeiro, demorou para entrar nas TVs por assinatura pela falta de envergadura ao encarar operadoras, Globosat e os titãs da concorrência (Fox Sports e ESPN) – todos conglomerados internacionais. Clube ao qual adentrou há pouco mais de um ano, ao ser adquirido pela Turner, proprietária das redes CNN, TNT, Cartoon Network, Boomerang e outros.

O Esporte Interativo ficou grande. E passou a encarar a Globo naquilo que ela mais preza. Sendo exclusivamente um canal fechado, ofereceu um caminhão de dinheiro aos clubes pela propriedade. Prometendo rateio à inglesa, citação de naming rights e maior flexibilidade de horários.

A negociação deu errado diante dos clubes de maior torcida: Corinthians, São Paulo, Vasco, Botafogo, Cruzeiro e Atlético-MG fecharam ou tendem a fechar com a Globo. Por outro lado, seduziu Santos, Atlético-PR, Coritiba, Internacional e Bahia. Outros podem vir, aumentando o inédito rompimento da exclusividade global, ao menos no tocante a este ambiente em específico.

O problema é que o embate passou a ser enxergado por boa parte da opinião pública e da mídia “especializada” como um bang-bang. Aqueles antigos filmes de faroeste que opõem claramente o bandido opressor ao mocinho redentor. Clara e respectivamente representados pela vilã Globo e o herói Esporte Interativo.

Não é por aí. Nem um pouco.

Se é correto o conceito de “monopolista” aplicado à Globo nas últimas décadas, ele o seria com base nos princípios schumpeterianos do termo. A emissora foi simplesmente a vencedora, tendo sua primazia construída com base no mérito, em anos de parceria e ótimos serviços prestados. E, sim, nos preceitos de livre mercado! Afinal, na hora H, os concorrentes nunca sustentam a postura inicial de confrontamento a ela.

Tudo, evidentemente, apesar dos pesares. Dos interesses que envolvem as Organizações Globo. Da intransigência em seus princípios comerciais, no engessamento da programação ou nas exageradas exigências quanto à postura “chapa branca” de seus profissionais. Ninguém está aqui para defendê-la.

Ainda assim, não temos uma vilã, mas uma renomada empresa líder de mercado. E até por isto, com muito poder de barganha, condição que todo entrante pequeno e desprestigiado almeja alcançar.

Por outro lado, o Esporte Interativo surge como um sopro de renovação. Injetando recursos – ou fazendo com que a Globo o faça, ao suas cobrir propostas – oferece coisas novas e bacanas. Mas não se enganem, todos aqui possuem interesses e proibições, regra que passa longe de não se aplicar ao canal. Conflitos entre fornecedores e clientes, afinal, sempre transparecem – mas só quando a relação está consumada. Apelar para o emocional ou vender-se como uma espécie incompreendida de Robin Hood não faz o feitio da Time Warner, controladora da Turner. Que nos EUA, de boba nunca teve nada.

Cabe a nós aguardarmos as cenas dos próximos capítulos, na certeza de que a dicotomia já está estabelecida – dado o fechamento de contratos com ambas as emissoras. Aguardemos ainda as futuras rodadas de negociação pelo mais desejado filão, o do televisionamento aberto, que não contará com o Esporte Interativo. Nem por isto são aceitáveis as acusações de fragilização dos clubes perante a futura rodada de conversações. Ninguém sabe como estará o mercado daqui a um ou dois anos.

No mais, entrantes sempre poderão suplantar a Globo – vide a Fox Sports, com os direitos da Copa Libertadores. Basta oferecer mais, oferecer melhor. E convencer os clubes da pertinência da migração. Alguém falou que seria fácil?

Um grande abraço e saudações!

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O ranking das cotas de TV – Estaduais 2016

Por conta das negociações com emissoras interessadas na transmissão do Brasileirão, só se fala em cotas de TV. No entanto, existe um torneio totalmente presente em nossas vidas, casas e aparelhos de TV, para o qual pouco nos atentamos. Tratam-se dos estaduais, cujas renegociações também se encontram em pleno vapor, ainda que envolvam cifras menos polpudas e distorções muito mais injustificáveis do que as geralmente apontadas.

Assim como tantas outras receitas de marketing, os valores pagos pelos estaduais não são fáceis de ser descobertos. Primeiro porque, nos balanços patrimoniais, a maioria dos clubes não discrimina as receitas de televisionamento. Eles classificam-nas como “Cotas de TV” numa conta única, sem separar Brasileirão, estaduais e outros torneios. E eles são muitos: Libertadores, Copa do Brasil, Primeira Liga ou amistosos, todos trazem recursos pagos pela televisão.

Enfim: com base em informações veiculadas na mídia, balanços, orçamentos e borderôs (como os da FERJ, que incluem cotas de TV), este seria o ranking dos quatro principais estaduais do país:

Fig 01

Percebam, em primeiro lugar, a discrepância de valores entre estaduais e o Brasileirão. Embora o nacional dure exatamente o dobro de um estadual (seis meses e vinte dias, contra três meses e dez dias do Carioca), a diferença paga chega, em alguns casos, a mais de dez vezes. Isto sem discrepância nas audiências – com leve tendência (acreditem) aos próprios estaduais: em 2015, dezesseis jogos do Paulista registraram média de 18,5 pontos para a Globo (quem paga a conta), enquanto 38 jogos dos clubes de São Paulo bateram 17,9 pontos no Campeonato Brasileiro.

Em segundo lugar, temos a diferença a favor do Paulista em detrimento dos demais torneios. Aí, parte da explicação reside nas rodadas de negociação: em São Paulo, os valores se referem à última leva de assinaturas*, fechada ao final de 2015 e válida pelos próximos anos. Já no Rio e no Rio Grande do Sul, o último ano do antigo contrato é justamente o atual, com conversas possivelmente iniciadas nos próximos meses. Antes do litígio entre Fla, Flu, FERJ e Primeira Liga, estimava-se para os cariocas algo em torno de R$ 11 milhões, que podem cair pela manutenção das incertezas.

*Estima-se que as luvas tenham ficado na casa dos R$ 20 milhões.

Ainda assim, a primazia de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos se manterá. Diferente do Brasileirão – quando a Globo equipara Flamengo e Corinthians – pelos estaduais, os times do estado mais rico se beneficiam da robustez de seu mercado. Isto num torneio transmitido apenas para dentro de suas fronteiras, ao contrário do Carioca – veiculado em outras 14 praças.

Em terceiro, verifica-se a total equiparação dos grandes de um mesmo estadual no rateio da grana. A projeção desta equidade distributiva configura um sonho para a maioria dos clubes envolvidos na gritaria contra a suposta “espanholização”. Seguindo critérios de audiência e número de partidas, Flamengo e Corinthians recebem muito mais do que seus pares no Campeonato Brasileiro. Nos estaduais, não.

Um quarto elemento ainda salta aos olhos. Miudezas à parte, os maiores times do Rio recebem igual aos grandes gaúchos e mineiros. E isto não se dá porque a Globo paga o mesmo, mas porque nestes, os clubes de menor investimento pagam a conta. Enquanto no Rio um pequeno desembolsa até R$ 2,5 milhões (em São Paulo, mais de R$ 3 milhões), no Rio Grande não se aufere mais do que R$ 800 mil. Melhor do que em Minas, onde restam míseros R$ 300 mil para cada agremiação.

Enquanto o foco no Brasileirão recai sobre absurdos bem menos inexplicáveis, a verdade é que as cotas de TV nos Estaduais são aquilo que se convencionou por “samba do crioulo doido”.  Valores baixos, distribuição heterodoxa e equiparação de clubes de porte totalmente diferente.

Que o diga a Ponte Preta, faturando quase igual ao Flamengo…

Um grande abraço e saudações!

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O ranking das visitações 2015

Atenção: este ranking sofreu modificações após o envio das informações relativas ao Internacional. Clique aqui e confira a coluna “Os números da Visita Colorada (atualização do ranking”. (19/01/2016)

Após um breve recesso de início de ano, o Blog Teoria dos Jogos retorna suas atividades trazendo aquilo que sua audiência mais gosta: ranking comparativos. Desta vez, trataremos de informações inéditas sobre o quantitativo de torcedores recebidos nas diversas modalidades de visitações aos maiores clubes brasileiros.

Não se pode dizer que visitas guiadas sejam alguma novidade, já que sempre existiram nos principais estádios e salas de troféus. Mas é possível entender que, com a modernização da estrutura dos clubes – seja através da construção de arenas ou centros de treinamentos de ponta – este filão vem se mostrando cada vez mais rentável e atrativo. Tanto que hoje, em muitos casos a exploração se dá por meio de empresas terceirizadas e especializadas na atividade, caso da Futebol Tour.

Elaborar um ranking das visitações é algo passível de injustiças devido à enorme heterogeneidade que envolve as diferentes estruturas. Alguns possuem estádio próprio, outros não – e nem todos são proprietários de uma arena modernizada. O mesmo se aplica aos centros de treinamento, já que existem casos de equipes que treinam no próprio estádio devido à ausência de um CT. Salas de troféus são algo comum a todos, enquanto museus ainda são raridade. Por fim, existem modelos que mesclam todas as modalidades, como salas de troféus dentro de uma arena.

Em meio às diferenças de apelo e chamarizes, procuramos classificar o tipo de visita promovida pelos doze maiores clubes do Brasil – mas Internacional, Santos e São Paulo infelizmente não nos responderam. O resultado foi o seguinte:

Fig 01
Clique para ampliar

*Os números de Fluminense e Botafogo se referem apenas ao final de 2015 (meio de novembro em diante)

Conforme já havia sido noticiado pela mídia, a grande campeã na temporada 2015 foi a Arena do Grêmio. Apesar de excelente, o número de 50 mil visitantes equivale ao total de pessoas recebidas pelo Maracanã em apenas um mês*. Segundo a Futebol Tour, que administra a visita à arena tricolor, apenas entre os dias 26 e 27/12 e 02 e 03/01/2016 (números não computados), 2,5 mil pessoas passaram pela Arena, um recorde.

*Informação corrigida

A segunda colocação (bem próximo do líder) ficou com o Tour do Allianz Parque, lar do Palmeiras. A vantagem alviverde é que as visitas só começaram no mês de março de 2015, o que presume uma média mensal quase igual à do Grêmio. Segundo a Futebol Tour, que também organiza o passeio palmeirense, o mês de julho foi o grande destaque, quando os ídolos Marcos, Ademir da Guia e Evair chegaram a atuar como “guias”. Com tantos atrativos, 8 mil visitantes passaram pela arena naquele mês. A expectativa é de que o número seja ainda maior em 2016, quando o Palmeiras disputa a Copa Libertadores e planeja novas ações com ídolos do clube.

O clube que completa a trindade administrada pela Futebol Tour é o Flamengo, no terceiro posto. O rubro-negro, por meio de sua Fla Experience, constitui o caso mais bem sucedido de visitas que não passam por um estádio – trata-se de uma sala de troféus com características híbridas às de um museu. Julho também foi mês de recorde, quando 2 mil pessoas passaram pelos salões do clube.  A seção interativa está se planejando de maneira especial para receber os turistas durante os Jogos Olímpicos Rio-2016.

As visitas à Cidade do Galo são exclusividade dos integrantes do programa “Galo na Veia”. Segundo o diretor de Comunicação do Atlético, Domênico Bhering, do total de cinco mil visitantes em 2015, três mil foram associados do projeto; outros mil vieram de escolas e instituições, além de mil conselheiros e seus familiares.

A partir de então, surgem os modestos números de Fluminense, Cruzeiro e Botafogo. Parte da explicação recai sobre o recorte limitado das informações referentes aos cariocas (apenas a partir de novembro), embora nossa apuração dê conta de que a média mensal de ambos pouco ultrapassasse os 400 visitantes. Já o Cruzeiro só organizou doze visitas VIP à Toca da Raposa, média uma por mês.

Por fim, para Corinthians e Vasco não houve visitações ao longo do ano de 2015. Para o primeiro, uma questão de tempo, dado o projeto já em processo de implementação. No caso do Vasco, como sempre, estamos diante de uma incógnita – posto que as visitas eram objeto de estudo por parte da diretoria de marketing afastada ao final da temporada.

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A Pesquisa da Vez: Volta Redonda (RJ) – EXCLUSIVO

Localidade: Volta Redonda (RJ)

Instituto: GPP (http://www.gpp.com.br/)

Amostra: 400 entrevistas em 19 de dezembro de 2015

Margem de erro: 4,9 p.p

Os dias dezenove e vinte e nove de dezembro de 2015 são históricos para o Blog Teoria dos Jogos. Tratam-se das datas em que mapeamos e divulgamos os resultados de um dos maiores sonhos deste blogueiro. Nascido há 33 anos na cidade de Volta Redonda, a 120 km da capital fluminense, são desnecessárias explicações sobre o porquê do desejo de pesquisar torcidas na “Cidade do Aço”. Local de onde, orgulhosamente, redijo estas palavras.

Indo além da importância econômica neste que é o berço da siderurgia nacional, Volta Redonda se mostra ainda a segunda cidade mais importante do estado do Rio numa abordagem futebolística. Tudo por conta do estádio Raulino de Oliveira. Durante o Campeonato Carioca, ele hospeda não apenas o Voltaço, time da casa, como um sem número de agremiações do interior, alijadas de mandarem partidas de maior porte em suas canchas. Mas não são apenas os pequenos. Basta acontecer algo com os grandes palcos da capital – como ocorrerá em 2016, com Maracanã e Engenhão entregues aos Jogos Olímpicos – e dá-lhe Estádio da Cidadania como válvula de escape. Não por acaso, trata-se do único estádio do interior a abrigar uma final do Estadual, em 2014, quando o Botafogo superou o Fluminense em solo voltarredondense.

Num resgate da parceria de maior sucesso da história do Blog, o Instituto GPP vem nos brindar com números exclusivos acerca da maior cidade da região Sul Fluminense:

Fig 01

 

De cara, já se pode taxá-los como surpreendentes. Não pela esmagadora maioria rubro-negra (42,9%), algo sabido e esperado, mas pelo absoluto equilíbrio entre Vasco (10,8%), Botafogo (10,6%) e Fluminense (8,6%). Quem é de Volta Redonda sabe que por aqui, a torcida cruzmaltina sempre se fez ouvida, especialmente em bares e conglomerados do bairro Aterrado, um dos centros da cidade. Mas desta vez, os números revelaram um interessante alinhamento com o quantitativo de botafoguenses. Nem mesmo os alvinegros esperariam este terceiro posto, dada a relevância da torcida tricolor na cidade.

Diante do exposto, dois pontos precisam ficar claros: 1) a margem de erro da pesquisa, de 4,9 pontos percentuais; 2) a fragilidade do “olhômetro” como método de pesquisa. Tendo isto claro, uma explicação para o ordenamento passaria pelo desalento dos vascaínos num estudo elaborado cerca de duas semanas após o terceiro rebaixamento em sete anos. O mesmo efeito, só que contrário, poderia ser atribuído à ascensão botafoguense, já que seus próprios adeptos se consideram os únicos a terminarem a temporada 2015 “em alta”. Outra estatística importante é a de 7,8% dos entrevistados que não responderam ao questionário. O material continha indagações de diversas outras naturezas, e o desalento pode ter impactado de maneira sintomática sobre a decisão voluntária dos vascaínos.

Uma segunda questão seria a não confirmação do crescimento paulista na cidade. Distante apenas 50 km do estado de São Paulo, Volta Redonda há algum anos se tornou um polo educacional que atrai muitos estudantes. Ainda que novamente o visual revele camisas forasteiras, o fato é que apenas Corinthians e Palmeiras foram citados, ambos abaixo de 0,5% das preferências.

Uma terceira e última abordagem se refere ao Volta Redonda, citado por míseros 0,4% dos habitantes. Em toda a região, o Tricolor de Aço nutre simpatias de “segundo time” que se “purificam” à medida com que bons resultados são colhidos – algo inexistente desde a era de ouro 2004-2006. De qualquer maneira, causa preocupação um número tão baixo de torcedores do Voltaço.

Por gênero e faixa etária:

Fig 02

A consolidação da Estrela Solitária na cidade se dá entre homens, faixa em que ultrapassam o Vasco (16,5% a 13%). Nesta, flamenguistas são 47,6% e tricolores, 10,1%. Se o Voltaço (0,9%) ainda assim não atinge a marca unitária, ele ao menos ultrapassa o número de corintianos no local. Apenas 7,6% dos homens não tem time, contra 26,9% de mulheres.

Já no recorte etário, o crescimento do Flamengo entre jovens de 16 a 24 anos – faixa onde sobe a 57,3% – não é tão expressivo quanto o verificado em outras cidades ou no próprio estado do Rio.  Ainda assim, o Rubro Negro é o único a ampliar sua base com a renovação das gerações, já que marca apenas 27,9% acima de 60 anos. Entre os idosos, a segunda torcida é a do Botafogo (14,8%) e a terceira é a do Fluminense (13,9%), tendo o Vasco apenas 6,4%. Todos os torcedores do Volta Redonda se encontram acima dos 45 anos. Os de times de fora, sempre abaixo dos 34.

Por escolaridade:

Fig 03

 

Embora sejam historicamente clubes de massa, tanto Flamengo quanto Vasco encontram seu maior quantitativo em meio a pessoas com 2º grau completo e superior incompleto (46,6% e 13,1%, respectivamente). Já Botafogo (16,6%) e Fluminense (12,2%) são maiores entre graduados em uma faculdade. Surpreende o percentual de botafoguenses entre aqueles com menos ensino formal: 15,3% dos que não possuem primeiros grau completo. Como sempre, quanto mais se estuda, mais se gosta de futebol: a evasão cai de 28,3% para 12,1%.

Por fim, o recorte de renda:

Fig 04

 

Embora reine absoluto em meio aos mais ricos (42,5%), é entre pobres que o Flamengo encontra maioria absoluta: 50,5% daqueles que ganham até um salário mínimo. A torcida vascaína é a que mais aumenta à medida com que se enriquece, saindo de 5% para 14% acima dos cinco salários mínimos. Curiosamente, tanto Botafogo quanto Fluminense encontram seu pico em escalas intermediárias de renda. Indo contra os prognósticos, apenas 6,5% dos tricolores desfrutam de maior poder aquisitivo em Volta Redonda.

FELIZ 2016!

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