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Considerações finais: Mapa das Curtidas vs Pesquisas (por regiões)

Deu uma trabalheira monstruosa, mas anteontem encerramos a série e de análises sobre o Mapa das Curtidas do Facebook por unidades da federação. Para quem não acompanhou, segue um compilado:

O Mapa das Curtidas do Facebook: Sudeste (clique aqui)

O Mapa das Curtidas do Facebook: Sul e Centro Oeste (clique aqui)

O Mapa das Curtidas do Facebook: Norte (clique aqui)

O Mapa das Curtidas do Facebook: Nordeste (clique aqui)

O problema é que o Blog Teoria dos Jogos nunca está satisfeito. Se compilamos por estado, por que não agrupar por regiões? E para o país inteiro? E se comparássemos os resultados do Mapa com os das pesquisas científicas, de campo? Coisas que até já fizemos, mas apenas no texto referente à região Norte. Decidimos, portanto, expandir fronteiras para o resto do território brasileiro.

Juntando em tabelas os quatro estados do Sudeste, os três do Sul, os quatro do Centro Oeste, os sete do Norte e os nove do Nordeste, eis a configuração de curtidas no Facebook:

OBS: O levantamento compreende apenas clubes que ultrapassaram um ponto percentual de curtidas nos respectivos estados – o que pode gerar margem de erro de alguns décimos nos resultados finais de alguns clubes (não os de maior torcida, pois estes sempre ultrapassam a marca unitária).

Juntando os resultados das cinco regiões numa nova tabela… o perfil agregado do Facebook brasileiro:

Daí vem a pergunta: Corinthians em primeiro? Sim… lembremos que o Mapa é um ranqueamento exposto às distorções de um levantamento virtual. Um dos principais era que, até o mês de maio de 2017 – data em que congelaram os números para elaboração do Mapa – o Corinthians era o clube brasileiro com mais curtidas no Facebook. A virada do Flamengo veio um mês depois, em junho passado. Atualmente os cariocas vem abrindo vantagem, só que num ritmo tal que a “diferença real” se refletirá na “virtual” apenas depois de alguns bons anos.

Ainda assim, por incrível que pareça, o ranking comparado aos estudos técnicos tem alguma credibilidade. Em certos casos, a fidelidade chega próxima à absoluta. A título de comparação, decidimos pegar a última pesquisa nacional elaborada pelo Datafolha, em 2014. Trata-se de uma pesquisa falha e polêmica, que foi ocultada pelo instituto e depois desmascarada aqui mesmo, no Blog Teoria dos Jogos. Por que escolhê-la, então? Porque é a única disponível online em vários níveis de tabulação e recortes. No mais, outras pesquisas no período se mostraram tão problemáticas quanto, ou mesmo piores.

Segundo o Datafolha, eis o perfil das torcidas brasileiras por regiões:

Comparemos os números aos do Mapa, não sem antes a realização de um ajuste: o levantamento das curtidas compreende o universo de torcedores, enquanto a pesquisa Datafolha, o universo populacional. Assim, tiramos o “Nenhum” e refizemos os percentuais da pesquisa tendo como base o universo de torcedores. Em bases iguais, Facebook e Datafolha podem agora ser confrontados, região por região.

SUDESTE

É no Sudeste que o Mapa e a pesquisa mais convergem. A explicação pode recair sobre fatores sócio-econômicos: como região mais rica, há maiores níveis de inclusão digital, com o universo virtual refletindo melhor a realidade das pessoas. Ao contrário do que se imaginava sobre o Corinthians, apenas São Paulo e Santos se mostraram maiores no Facebook do que na vida real. E também os “outros”, capitaneados por uma gigantesca Chapecoense virtual que, obviamente, optamos por nem incluir entre as maiores torcidas.

SUL

Em direção oposta à do Sudeste, é no Sul onde o Mapa e o Data mais divergem. Neste caso, tirem a rede social da reta: a culpa é majoritariamente do instituto, seus arredondamentos impróprios e metodologias questionáveis. Onde já se viu Atlético-PR com 1% e Coritiba com 3%? Ou mesmo o Santos com enormes 6%, acima de São Paulo e Palmeiras? Honestamente, não dá nem pra analisar. Olhando para os demais, temos um Corinthians, aqui sim, bem maior nas curtidas do que nas ruas. O mesmo se aplica a São Paulo e Palmeiras, enquanto os líderes Grêmio e Internacional aparecem muito abaixo. Justificativas novamente passam pela Chapecoense, dado o violento impacto das curtidas que recebeu em sua região-sede. Nestas horas, os grandes números sofrem mais do que os demais.

CENTRO-OESTE

Finalmente um pouco de paz no ordenamento: as seis maiores torcidas do Centro Oeste se alinham nas pesquisas e nas curtidas. E com pouco viés. O maior deles impacta sobre o Flamengo, pela primeira vez abaixo do seu potencial virtual. E de novo, é o São Paulo quem está acima. Já a convergência entre likes e respondentes físicos do Corinthians é quase perfeita.

NORTE

Quanto mais a gente sobe, mais percebe o Flamengo desabando na comparação com seu potencial digital. No Norte, os 34% de curtidas associadas ao clube parecem ótimas até descobrirmos que 42% dos torcedores são rubro-negros. Adivinha quem está bem na fita? Ele mesmo, o São Paulo (aqui, associado ao Santos). E quem está certinho onde deveria estar? Que surpresa, Coringão…

NORDESTE

Aqui, o desmoronamento virtual dos cariocas atinge seu apogeu: no Mapa das Curtidas, Flamengo e Vasco combinam para 15 pontos percentuais abaixo da amostragem de campo. Em detrimento dos muitos nordestinos que, somados, acabam tendo duas vezes mais curtidas do que afiliações reais.

CONCLUSÕES

Nas análises dos últimos dias, dissemos que entre as muitas distorções do levantamento virtual estava o quantitativo mais que proporcional de curtidas em páginas de clubes paulistas. Acertamos em cheio no diagnóstico, errando o nome do paciente. A comparação do Mapa com a pesquisa corrigida clarificou: o Corinthians está exatamente onde deveria estar. É como se o alvinegro paulista tivesse, antes dos demais, atingido seu pleno potencial em redes sociais, tamanhas as coincidências nos percentuais auferidos. Outros times de São Paulo, entretanto, parecem muito acima do que presumem as ruas – principalmente o São Paulo. Se por engajamento ou simples compra de likes, jamais saberemos. No extremo oposto está o Flamengo, talvez pelo ônus de uma maioria tão ampla em regiões remotas, de menor potencial de renda e inclusão.

Com o passar do tempo veremos em que direção caminharam todos estes processos. Até a terceira edição do Mapa das Curtidas do Facebook!

Um grande abraço e saudações!

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O Mapa das Curtidas do Facebook 2017: Nordeste

Termina aqui nossa série de análises relativa ao Mapa das Curtidas do Facebook  2017, grandiosa iniciativa do Globoesporte.com em parceria com a maior rede social do mundo. Após divulgarmos os números das regiões Sudeste, Sul, Centro Oeste e Norte, muitos já devem ter percebido que, embora não se trate de pesquisa de torcidas com rigor científico, o Mapa tende a refletir com enorme grau de fidelidade o perfil dos torcedores mais jovens, geralmente abaixo dos 35 anos de idade. Sendo assim, é hora de avaliarmos como andam as coisas pelo Nordeste.

REGIÃO NORDESTE

BAHIA

Houve uma reversão relativamente recente nos números da Bahia, apontando o Tricolor da Boa Terra como detentor da maior torcida do estado. A última Lance/Ibope, por exemplo, revelou esta suposta realidade. No entanto, esta mesma pesquisa foi criticadíssima (inclusive neste espaço) por projetar resultados das capitais para os interiores, a ponto de inacreditavelmente divulgarem o Atlético-PR como maior do que o Corinthians no Paraná. Sendo assim, enquanto não houver uma pesquisa mais confiável, tudo o que teremos é o Mapa das Curtidas. Só que o Mapa…

… mostra justamente o Bahia em primeiro! Não com a dianteira exposta pela Lance/Ibope: são 22,11% contra 19,73% de um Flamengo próximo, mas ainda assim no segundo posto. De todo modo, o Vitória com 8,52% – tão atrás do Corinthians e seus 13,52% – deixa claro que colocá-los à frente dos cariocas é um nonsense, mesmo que na terra dos orixás.

PERNAMBUCO

Polêmica na Bahia, polêmica em Pernambuco. Se quase ninguém em sã consciência questiona os 26,81% do Sport, líder mais-que-absoluto, o segundo lugar deste outro forasteiro – o Corinthians, com 13,68% – passa longe de ser o que dizem as pesquisas. Quem costuma digladiar com o Leão são os corais do Santa Cruz, no mapa apenas com 11,93%. Como dissemos no primeiro parágrafo, pode ser indicativo de que estas seriam as massas pernambucanas do futuro, não se sabe. Se for, preocupariam os 4,56% do Náutico, ocupante de uma mera sétima colocação. Outro detalhe interessante: fora Minas, Espírito Santo e Brasília, é em Pernambuco que o Atlético-MG atinge sua maior representação (1,62%).

CEARÁ

Equilíbrio, eis a palavra que resume as preferências cearenses no Facebook. Tanto na primeira quanto na segunda colocação, um voraz empate técnico envolve Flamengo e Ceará (17,96% a 17,47%), Fortaleza e Corinthians (14,68% a 14,49%). Se desconsiderarmos as duas forças locais, apenas oito agremiações atingem mais de 1% das preferências no Ceará, a menor quantidade deste levantamento.

RIO GRANDE DO NORTE

Ainda que tradicionais, os clubes potiguares não tem o mesmo histórico de Bahia, Sport ou Ceará. Assim, onde o futebol é mais fraco, o vácuo é ocupado pelo fenômeno de massas. É o que faz o Flamengo, do alto de seus 26,27%. ABC (14,1%) e América-RN (13,73%) até resistem, mas só conseguem desbancá-lo somando forças.

PARAÍBA

 

Aqui, os locais não tem vez: Flamengo (31,22%), Corinthians (11,63%), São Paulo (8,15%) e Vasco (7,76%) dominam o cenário paraibano. O melhor local vem de João Pessoa, o Botafogo-PB (5,1%), enquanto Campina Grande vê seus times diluírem preferências entre Campinense (4,27%) e Treze (1,68%). Não se sabe se pela “força da marca”, é na Paraíba que o Botafogo do Rio de Janeiro (2,15%) encontra seu ápice em terras nordestinas. Também na Paraíba está a maior influência dos pernambucanos fora de seus limites.

MARANHÃO

Em absolutamente nenhuma localidade, o Vasco tem mais curtidas do que o Corinthians no Nordeste. Onde isto mais chega perto de acontecer é no Maranhão, com os dois dígitos de cruzmaltinos sendo uma demonstração de força. Não suficientes, entretanto, para subjugarem corintianos (10,43%) e flamenguistas (37,26%). Ainda assim, bem mais do que os locais Sampaio Corrêa (6,76%) e Moto Club (1,64%).

PIAUÍ

Flamengo (35,99%), Corinthians (14,01%)… cansamos de saber. Bom mesmo é descobrir que, no Piauí, o São Paulo atinge seu maior percentual no Nordeste (13,27%). Outra interessante é que apenas lá o número de cruzeirenses supera o de atleticanos – o que não deixa de ser surpreendente.

ALAGOAS

 

Em meio a um festival de 16 clubes ultrapassando a marca unitária, a última fronteira com três forças locais no Nordeste é Alagoas. Mas CRB (8,91%), CSA (8,35%) e ASA (2,49%) não fazem frente a Flamengo (26,71%), Corinthians (12,38%) e São Paulo (9,64%).

SERGIPE

Se ignorarmos a presença da Chapecoense, temos os dois nordestinos menos badalados deste levantamento fazendo um “sanduíche de peixe”: Confiança (5,3%), Santos (3,04%) e Sergipe (2,72%). Justo no estado em que o clube da Baixada Santista atinge seu maior percentual. Por ali o Bahia também tem presença (2,65%), embora nem perto do Flamengo, como sempre na dianteira com 33,93%.

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O Mapa do Televisionamento dos Estaduais 2016

Alguns anos após introduzir este conceito no cenário econômico e futebolístico, o Blog Teoria dos Jogos retoma seu mapa do televisionamento do estaduais, versão 2016. Trata-se de um levantamento acerca dos estaduais que são veiculados, detalhando para onde e qual percentual do PIB e da população cada um está exposto. Os números se referem apenas à TV aberta e à divisão de praças da Globo, detentora dos direitos de transmissão. A Bandeirantes, emissora licenciada, obedece às regras impostas por aquela, gerando um alinhamento na maioria dos estados.

Antes de trazermos os números, alguns esclarecimentos se fazem necessários. Estamos diante de um levantamento que foi “facilitado” ao longo dos anos, dada a simplificação na distribuição dos estaduais. Anteriormente, praças que não possuíam certames próprios se dividiam entre os do Rio e de São Paulo – com larga vantagem para os primeiros. Nos últimos anos, o Paulistão deixou de ser veiculado para lugares como Tocantins (que se voltou ao Rio), Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (estaduais próprios).

Mas as baixas não são exclusividade do Campeonato Paulista. A última “dissidência” verificada se deu em Alagoas, há dois anos, quando o Campeonato Alagoano passou a ser assistido em detrimento do Carioca. Também ocorrem exceções, como no fim de semana em que a Globo Brasília optou por receber o sinal de São Paulo. Ainda assim, a hegemonia do Rio é incomparável: enquanto quinze unidades federativas alinham consigo, o Paulista hoje é visto apenas em seu estado de origem. Equiparando-o a outros onze torneios: Mineiro, Baiano, Gaúcho, Paranaense, Pernambucano, Cearense, Catarinense, Goiano, Alagoano, Mato-Grossense e Sul Mato-Grossense.

Feitas as ressalvas, vamos aos números:

Fig 01

 

Fig 02

Tamanha difusão torna natural a preponderância do Campeonato Carioca Brasil adentro. Somados, os quinze estados que o assistem representam 29,61% da população nacional. Exposto para 44 milhões de pessoas, o Paulistão possui abrangência de 21,72%. Mas o poderio econômico faz com que a balança se reverta a favor de São Paulo sob a ótica do PIB. Semanalmente, as marcas de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos são divulgadas para o equivalente a 32,13% do Produto Interno Bruto. Os 60 milhões de brasileiros voltados aos times do Rio representam 27,14% da economia brasileira.

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Numa comparação entre os dois principais estaduais, percebemos o Paulista com potencial de renda 18% superior ao Carioca. No entanto, há uma semana expusemos que a diferença que a Globo paga por ambos é muito superior. Estima-se que nas negociações pelo Carioca-2017, Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo possam auferir entre R$ 11 milhões e R$ 12 milhões cada um. O que faria o quarteto carioca assistir aos paulistas embolsarem no mínimo 40% a mais.

Ainda em termos comparativos, viajemos à era pré-Teoria dos Jogos.  Em 2011, descobrimos que este blogueiro já compilara um mapa do televisionamento, publicando-o no blog Olhar Crônico Esportivo, do amigo Emerson Gonçalves. Naquele tempo, o Carioca era veiculado para 30,6% da população (0,99 ponto percentual a mais do que hoje) e 26,97% do PIB. Ou seja, ainda que marginalmente, pode-se dizer que o Estadual do Rio cresceu 0,17 p.p em valor – o que não corre com o Paulista. Nestes cinco anos, os clubes de São Paulo verificaram queda de 3,51 p.p na população e 4,23 p.p no PIB para o qual se expõem. Tratam-se de reduções acentuadas.

Após São Paulo e Rio, a ordem dos estaduais sob a ótica do PIB nos brinda com os Campeonatos Mineiro (9,16%), Paranaense (6,26%), Gaúcho (6,23%), Catarinense (4,03%) e Baiano (3,84%).

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A Pesquisa da Vez: Goiana/PE

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Detalhamento da pesquisa:

Localidade: Goiana, Pernambuco

Instituto: Plural Pesquisa

Amostra: 400 entrevistas em junho de 2015

Margem de erro: 4,9 p.p

De relance, um olhar desatento presume a capital de Goiás. Mas o mapeamento aqui exposto se refere ao município pernambucano de Goiana, na região da Zona da Mata, a 62 km da capital Recife. Trata-se de uma cidade pequena – apenas a 19ª maior do estado – com cerca de 78 mil habitantes. Mas que “entrou para o mapa” ao ser eleita pelo grupo Fiat para implantação da primeira fábrica da Jeep no Brasil, resultando num investimento multibilionário e na criação de milhares de postos de emprego.

Seguem os números:

Fig 01

A proximidade com a capital faz com que Goiana se encontre relativamente em linha com seu perfil. Por isto, a liderança pertence ao Sport (25%), seguido pelo Santa Cruz (13%) e o Náutico (7%). É aí que reside a surpresa: apesar da localização na divisa com a Paraíba e dos meros 51 km de João Pessoa (mais perto que o Recife), a quarta maior torcida é a do Corinthians (6%), não a do Flamengo (2%). O Rubro-Negro surge empatado com Palmeiras e São Paulo, um ponto à frente do Vasco.

Leiam também: Ronaldinho é oferecido ao Corinthians 

Eis o cerne de uma relativa polêmica que recentemente veio à tona. Assim que desembarcou no Brasil, a Jeep procurou o Flamengo e se tornou patrocinadora do uniforme rubro-negro, com aportes de R$ 4,5 milhões (barra traseira) até o fim de 2015. A parceria partiu da montadora, ao contrário das prospecções tradicionais que tem início no departamento de marketing dos clubes. Isto gerou um mal estar em face da supremacia dos clubes do Recife na região, da falta de aproximação com a comunidade e da inexpressividade da torcida do Flamengo.

É cristalino que a Jeep/FIAT acertou com o Fla em busca de visibilidade nacional. Por que não dizer, visou ainda sinergias com o consumidor do Nordeste – que tem no Flamengo sua maior expressão. A grande questão é que a simpatia nordestina aos cariocas é inversamente proporcional ao sentimento que se nutre no estado onde está a planta industrial. Talvez a rusga fosse solucionada se a empresa investisse em propriedades menores num dos integrantes do “trio de ferro” pernambucano – se não nos três.

Mas voltando à pesquisa, foram também divulgados recortes por gênero, idade, escolaridade e renda:

Fig 02

A única análise que merece destaque reside nas tabulações por faixa etária. Embora pareça surpreendente que o Flamengo marque apenas 2%, não foram encontrados rubro-negros na faixa mais avançada (acima de 50 anos), o que presume que naquela região isto sempre foi assim. Em compensação, não há qualquer crescimento rubro-negro no nível mais jovem, onde arrebata apenas 2% dos torcedores de 16 a 29 anos.

Já o Corinthians vive situação oposta, consagrando seu crescimento em regiões onde há alguns anos não tinha destaque. De um total de 2% de corintianos mais que cinquentenários, o alvinegro vê sua massa explodir até 10% do total de adultos jovens (16-29). Nesta faixa, os paulistas atropelam até forças locais como o Náutico (6%), colando no Santa Cruz (12%). O único pernambucano a registrar crescimento é o Sport, que sai de 21% dos mais velhos para 27% entre jovens.

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