Match Day – Chile x Argentina (Final da Copa América)

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Foi um final de semana pra lá de especial. Enviado pelo Yahoo Esportes para Santiago, o Blog Teoria dos Jogos teve a honra de estar presente ao Estádio Nacional de Chile, vivenciando uma histórica conquista dos donos da casa sobre a forte seleção argentina. Com isto, pudemos preparar a tradicional análise do match day, nossa segunda em solo internacional (após cobertura da Euro 2012) e primeira na era independente do Blog.

Avaliações desta natureza devem obrigatoriamente começar nos dias que antecedem o evento. É importante que se respire o clima, auferindo expectativas e o envolvimento das pessoas – um grande exemplo foi o engajamento brasileiro durante a Copa 2014. Por chegarmos na noite anterior à finalíssima, alguns pontos se perderam, embora muito ainda se percebesse. Para onde olhávamos, Santiago aparecia “vestida” de Copa América:

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Em contrapartida, nenhuma movimentação se verificou em torno da decisão do 3º lugar, entre Peru e Paraguai – a maioria dos bares sequer transmitiu a peleja. Atmosfera transformada por completo com a chegada do sábado:

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O frisson entre os chilenos foi tanto que ingressos originalmente vendidos por R$ 200 tinham preço de revenda estimado em inacreditáveis US$ 1 mil. O metrô da cidade, de boa extensão e estrutura física apenas razoável, levava até pouco mais de 1 km do estádio, quando se iniciavam as interdições do entorno. A sensação de chegarmos a uma “cancha” antiga (construída em 1938) e de médio porte (55 mil lugares) aumentava à medida com que nos aproximávamos:

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Sem nenhuma reforma aparente, o Estádio Nacional do Chile entrega apenas aquilo a que se propõe: a ambientação para uma partida de futebol. Corredores e banheiros rudimentares remetem ao que se via no Maracanã antes da reforma – não a da Copa, mas a de 1999, quando foram colocadas as primeiras cadeiras.

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Por dentro, torcedores proporcionaram um belo colorido vermelho permeado por manchas azuis e brancas. A visibilidade era boa, apesar das arquibancadas se distanciarem pela existência de uma pista de atletismo em volta do gramado. Cadeiras frágeis e desgastadas faziam do espaço para passagem inexistente. Por fim, algo impactante: diversos profissionais (?) assistindo à decisão do alto do telão e da pequena cobertura:

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Mesmo havendo quem fomentasse brincadeiras e cânticos de enorme animosidade, a convivência entre chilenos e argentinos se mostrou pacífica – o que não poderia ser garantido em caso de derrota local. Belas demonstrações de respeito deram a tônica em dois momentos: durante o sepulcral “minuto de silêncio” e na hora dos hinos, pois foram distribuídos panfletos que refutavam vaias e fomentavam bons modos.

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Veio o jogo. Vieram os pênaltis. Chegou o título!

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Em meio à festa dos marmanjos, a imagem que mais tocou ao blogueiro: o choro compulsivo de um pequeno chileno, emocionado, como se na tenra idade já compreendesse a agonia por décadas de desejo e frustrações.

A partir de então, houve de tudo pelas ruas: loucura, carreatas, cânticos, confusão. Eventos reservados a uma cidade que traz em si imensa latinidade – característica à primeira vista menos aparente. O ecoar do “Chi-chi-chi-le-le-le, Viva Chile” só arrefeceu às primeiras horas da manhã.

O Blog Teoria dos Jogos agradece e saúda o portal Yahoo Esportes, fonte de pesquisas e informações, difusor de conhecimentos e amenidades. Entre elas a Copa América, entre elas o futebol. A mais importante entre as coisas menos importantes da vida. Ou o contrário.

Um grande abraço e saudações!

E-mail da coluna: teoriadosjogos@globo.com

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Um comentário sobre “Match Day – Chile x Argentina (Final da Copa América)

  1. Vinícius, há alguma dificuldade em fazer pesquisas no estado da Bahia?
    Algo dificulta a realização de pesquisas aqui, só pode, acompanho seu blog desde os tempos do ”globoesporte” e nunca vi uma pesquisa com foco na Bahia.

    É impossível que o quarto maior mercado do Brasil não desperte interesse dos institutos de pesquisas, então tem coisa aí.

    Aqui no meu estado, quanto mais longe de Salvador, maior a influência dos times ”estrangeiros”, principalmente de RJ e SP, sempre quis saber onde o domínio dos times locais acaba, se BA-VI dominam apenas o município de Salvador ou isso se estende pela Região Metropolitana, e no interior, se o Bahia é a maior torcida de alguma cidade interiorana. Qual a força dos times do interior?

    Bom, são várias dúvidas! RO, AP e TO que são mercados irrelevantes tiveram pesquisas detalhadas, por quê o desinteresse pela Bahia?

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