Match Day: a experiência no Business Lounge da Arena Corinthians

Conforme anunciado há alguns dias, o Blog Teoria dos Jogos inaugurou domingo sua série de análises das experiências prime nos estádios paulistanos. A escolhida foi a Arena Corinthians, a convite da própria (a quem muito agradecemos), durante a partida Corinthians x Flamengo. Nossa presença se deu no Business Lounge e em seus camarotes corporativos, mas a empreitada começou muito antes.

Embora a informação esteja presente nas redes sociais, quase ninguém sabe: este blogueiro reside na cidade de São Paulo. Conhecimento que facilita na escolha de opções além das composições da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A propósito, caso esta tivesse sido utilizada, não haveria qualquer reclamação além dos normalíssimos vagões lotados numa tarde de público recorde.

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Trens, ônibus e metrô chegam até o estádio de Itaquera suprindo de maneira bastante satisfatória a demanda dos torcedores. A estação intermodal é grande e acoplada a um shopping center com todos os estabelecimentos que se necessita. Há desde opções de alimentação criativas (como o quiosque que ofereceu cachorro quente nas cores dos países durante a Copa) até um pujante e popularesco comércio de bebidas, espetinhos e produtos pirata na saída da estação Corinthians-Itaquera.

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Nossa escolha foi chegar de carro, algo que aparentava desafiador. Primeiro pela enorme distância das zonas sul e oeste a um estádio localizado quase no extremo leste da capital. Segundo, pelo excesso de afunilamentos da Radial Leste: uma das principais vias arteriais de São Paulo se transforma depois do bairro do Tatuapé. As pouquíssimas faixas de rolamento e o trânsito engarrafado presumem um verdadeiro tormento em partidas durante a semana. Por fim, pelo preço dos estacionamentos no entorno: entre R$ 40 e R$ 60.

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Eis que, após muito frio nos “alpes” de Itaquera,  e de longa caminhada num percurso que parecia mais curto, chegamos à imponente Arena Corinthians.

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Como tudo que envolve o clube, o formato do estádio já é razão pra inúmeras controvérsias. Desde “caixa de sapato” até “impressora”, só existe espaço para elogios ao seu visual em meio à própria torcida corintiana. Seara delicada, já que preferências são absolutamente pessoais e enviesadas ao sabor do clubismo. Particularmente, acho melhores estádios com arquibancada “fechada”. Mas num país de arenas pasteurizadas e poucas inovações arquitetônicas, a Arena Corinthians surge, sim, como um sopro de diferenciação. Elevado a inúmeras potências pelo primor de seus materiais, como veremos adiante.

Independente do bom funcionamento da logística de transportes, o fato é que a má localização da Arena Corinthians passa longe de fomentar negócios. Ao contrário de outras arenas que podem explorar comercialmente seu entorno (como no caso do Beira Rio), os anexos na parte exterior são apenas a ouvidoria e o balcão de informações para associados (vazios, para um clube com mais de 100 mil sócios-torcedores). Há também uma mega loja “Poderoso Timão” até hoje não inaugurada, mesmo na iminência da conquista do sexto título nacional.

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Chegando ao hall que direciona aos camarotes, um baque. Nenhuma arena no Brasil sequer se aproxima da suntuosidade da Arena Corinthians. O requinte dos mármores dispostos até onde se enxerga compõe um visual extraordinário com o campo aberto do vão central, as escadas rolantes e o monumental (e gigantesco) escudo prateado, verdadeiro ponto de peregrinação local.

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Finalmente o Business Lounge, um confortável espaço com mesas, cadeiras, sofás e até um DJ. O bufê, da melhor qualidade, incluía alimentação completa (bebidas, prato principal e sobremesas). Nos banheiros, projetores divulgavam a agência de turismo oficial nos espelhos, numa jogada moderna e diferenciada. A partida também era projetada ao vivo, em contraste com a falta de televisores na parte interna do espaço.

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Acessando a arquibancada, assentos confortáveis e um excelente visual – embora não tão próximos do campo. Curiosamente, percebeu-se uma mudança no comportamento padrão da torcida corintiana, aflita e um tanto calada ao longo da maior parte do jogo. Talvez pela tensão do reencontro com o antigo ídolo Guerrero,  elas apenas reagiram aos acontecimentos, liberando cânticos pela vitória após os 45 minutos do segundo tempo.

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Depois do jogo, uma visita aos camarotes corporativos, que aliam o mesmo padrão de excelência com uma experiência um pouco mais exclusiva. Neste espaço, as cadeiras são verdadeiras poltronas e o jogo pode ser assistido de dentro do lounge, benefício que nem todos os estádios pensaram (p.ex: Maracanã) .

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Ao final, os vidros curvos da arena reluziam em agradecimento à presença dos 43.505 pagantes.

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Se soa pretensiosa a afirmação de que a Arena Corinthians seria a melhor do Brasil, a visita à sua área nobre rompe paradigmas no tocante à série de análises que o Blog Teoria dos Jogos vem realizando. No intuito de comparar apenas setores equivalentes, planejamos passagens pelos camarotes do Allianz Parque e do Morumbi, sem fugir do veredito de qual é o melhor. Outras arenas, bem como suas estruturas convencionais, voltarão à cena em breve. Fiquem de olho!

Um grande abraço e saudações!

E-mail da coluna: teoriadosjogos@globo.com

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13 comentários sobre “Match Day: a experiência no Business Lounge da Arena Corinthians

  1. Como santista não vou parabenizar só me contorcer de aflição…Sinceramente não sabia que o troço era tão estupendo assim. E Vinicius, se tu vai ao Morumbi por que não descer a baixada? Conhece o estádio? Claro que não há comparação, sob qualquer critério, com os outros 3 do estado, mas uma análise imparcial serviria para aqueles que nunca tiveram contato com o Urbano Caldeira e sua atmosfera como principalmente para fomentar uma discussão que o Santos F.C. precisa fazer urgentemente sobre seu futuro. Abraços!

  2. Legal, é só ter um blog que conseguimos ser convidados para o setor mais caro da arena? Ou você pagou alguma coisa? Se sim, quanto? Se não, entraram com ingresso? Acho legal citar isso porque tudo deve ser as claras com o torcedor corinthiano, tem muita gente de fora querendo ingresso e as vezes ter um blog que não vai render em absolutamente nada para o Corinthians é uma saída. Até dias atrás tinham direitos de imagem atrasados, não renovam com o Ralf por causa de dinheiro mas para convidar a galera pra comer e beber de graça aí tá tudo certo. Com todo respeito ao seu blog.

    Imagina se fosse faltando com o respeito, hein amigão…

  3. Uma pena que você não passou por outras áreas da Arena Corinthians, tirando os camarotes, o nivel de acabamento e conforto é o mesmo em toda a arena. Os banheiros tem o mesmo padrão em todo o estádio, assim também é revestido de mármore e porcelanato em sua totalidade.

  4. Gostei. Muita coisa pouco utilizada mesmo. Na copa tinham vários estandes. Só me lembro de uma ação com mini-motos do clube à venda pra criançada. O “cassineira” já tinha anunciado antes ( li seu Tweet). Os shows antes, durante e após o jogo são pela parceria com o Napster. Domino’s, Bob’s e vivenda do Camarão são boas. Mas tem uma lanchonete “Dicas do Chef” que não gostei.

  5. Eu acompanhei a construção desta arena desde a primeira pá de terra movida ,e acho que embora vc tenha razão em só comparar os comparáveis , creio que ainda faltem alguns locais que não visitou ! Não ficou claro a real intenção do Blog ,se é comparar estádios pura e simplesmente ou o que ? Mas amos lá , espero que tenha sido bem recebido !!!

  6. Vinicius, boa tarde! Bom trabalho! Excelente post! Só não posso compartilhar, pois eu seria execrado pelos santistas q me seguem! Gostei do pedido do santista, já q abrirá excessão para o Morumbi que não é Arena, então vc deveria visitar os camarotes da Vila Belmiro! Sabemos que o Estádio está pra lá de ultrapassado, mas a experiencia agradaria em muito nós santistas! Devido ao meu trabalho de motorista da Seleção Norte Americana na Copa do Mundo eu também conheci o Itaquerão e o Estadio construido com dinheiro publico do Lula é legal.

    1. Engraçado o estádio era doado, feito com dinheiro público e etc.

      Agora responda: Porque então dizem que o Corinthiams esta quebrado, falido, não tem dinheiro para pagar o estádio?

      Decidem, é doado com dinheiro público ou o Corinthians tem que pagar?

      Cada um…

  7. Vinícius eu entendi que foi apenas uma análise do setor Prime, mas faltou uma análise completa dos outros setores como te falei por email um mês atrás,eu postei no Twitter do Teoria dos Jogos algumas fotos da estrutura interna e externa da Arena Corinthians,o que você viu na oeste é igual em todos os setores da Arena,no Brasil Arena Corinthians e Arena Grêmio são as melhores diferenciadas ,Arena Corinthians com vantagens, Abraço Vinícius.

  8. Vinicius, sua avaliação foi realmente muito boa, imparcial e justa. Claro que a Arena Corinthians não é perfeita, mas comparando-a com os estádios do Pacaembu, Canindé e Morumbi (ainda não conheço o Allianz), pode ser considerada de vários níveis superiores. O acabamento oferece ao torcedor, um conforto que demonstra a importância que ele tem para o clube. Isso é um diferencial enorme, já que desde o hall de entrada, passando para as arquibancadas e finalizando nos banheiros, tudo foi pensado no bem estar do torcedor.
    Parabéns pelo blog!

  9. Bela análise, que se esforça por ser isenta e técnica, mesmo todos os leitores do Vinicius Paiva sabendo o quão fanático é por seu clube de coração. Isso não o descredencia. Vinicius, por que analisar apenas o setor business das arenas e não os outros setores? Se possível, gostaria de ter essa dúvida respondida. Com relação ao comportamento da torcida, eu estava lá, no Leste Inferior, e a torcida não parou de cantar um instante. Estava apreensiva, todos ali assistem à partida de pé. E explodimos em diversas ocasiões. Concordo que havia mais tensão do que normalmente existe no estádio, talvez pelo receio de levar um gol bobo. Mas o setor leste, puxado pelas organizadas, não parou um instante.

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