A Pesquisa da Vez: Campinas 2016 – Tira teima EXCLUSIVO

Detalhamento da pesquisa;

Localidade: Campinas/SP, em 20 de setembro de 2016

Instituto: GPP (www.gpp.com.br)

Amostra:  601 entrevistados

Margem de erro: 4 p.p

Nós avisamos que costumava dar problema. Em coluna postada no dia 29/09/2016, trouxemos as tabulações exclusivas de uma pesquisa do Instituto Pró Pesquisa contendo a configuração de torcidas da cidade de Campinas. No texto, advertíamos para o fato de profissionais da área evitarem a cidade, dadas as enormes polêmicas que por lá se alavancavam. Foi exatamente o que aconteceu. A ponto de a diretoria do Guarani, indignada com a enorme disparidade com relação à Ponte Preta, se insurgir contra a pesquisa e sua contratante – a Brasil Kirin, patrocinadora da rival. A polêmica chegou ao ponto de incitarem a torcida a não consumir produtos da empresa, detentora da marca Schincariol no Brasil. As coisas em Campinas não são fáceis.

fig-01

A razão da controvérsia foram os números que atribuíram ao Bugre apenas 3,4% da torcida na cidade. Menos do que Santos (4,2%), Palmeiras (7,9%), São Paulo (9,7%), Corinthians (21,7%)… e o pior, menos do que a Macaca e seus 19,8%. Eis o drama: uma Campinas com quase seis vezes mais torcida da Ponte diante do Guarani.

Como dizia o poeta – e exacerbando sua conotação automobilística – carreras son carreras. Um sem número de razões pode justificar os números de uma pesquisa, desde elementos metodológicos e amostrais, até a margem de erro ou outros fatores. Fato é que, diante do ocorrido, o Blog Teoria dos Jogos solicitou ao seu principal parceiro histórico – o Instituto GPP, com escritório em Campinas – um tira-teima das torcidas na cidade. Fomos atendidos. E anunciamos os tão aguardados resultados:

fig-02

Por ora, ignoremos os resultados globais, pois fica difícil não direcionar o foco à dicotomia Ponte-Guarani. Diferente dos números a pesquisa anterior, o GPP aponta uma Ponte Preta menos de duas vezes maior do que o Guarani: 12,1% para a Macaca, 6,3% para o Bugre. Números que, ainda assim, deixam evidente a preponderância do clube em décadas recentes. Ao mesmo tempo, o Guarani teria números nada desprezíveis na comparação com as demais torcidas da cidade. De fato, pela ótica do GPP, elem seriam seria a quarta maior torcida, à frente de Flamengo (3,1%), Palmeiras (5,6%) e Santos (6,1%). Ainda assim, atrás do São Paulo (11,6%) e do Corinthians (20,7%).

Além de sacramentar a hegemonia do alvinegro do Parque São Jorge, os números trariam apenas uma reversão significativa: o Santos à frente do Palmeiras. Nunca devemos, no entanto, esquecer da margem de erro que coloca os rivais em situação de empate técnico. Fora isto, podemos destacar: 1) a semelhança dos números da Pró Pesquisa na comparação com o GPP para todos os times que não Ponte e Guarani – com variações sempre inferiores a dois pontos percentuais; 2) a razoável posição ocupada pelo Flamengo na pesquisa GPP, em percentual atribuído pela Pró Pesquisa ao próprio Guarani.

Feitas estas análises, vamos aos resultados por gênero, faixa etária, escolaridade e renda:

fig-03

Observando a distribuição por sexo, vemos que apenas São Paulo e Flamengo possuem mais mulheres do que homens em seus quadros. Dentro do universo masculino, o Corinthians amplia a vantagem perante a Ponte, indo a 24,3% contra 15,4% da Macaca. Ainda em meio a eles, o Tricolor do Morumbi atinge 10,2% e o Santos surpreende ao ultrapassar o Guarani (8,8% a 8,6%).

Por idade:

fig-04

Aqui, não restam dúvidas: a juventude campineira é corintiana e são paulina. Dentre aqueles de 16 a 24 anos, a dupla marca expressivos (e respectivos) 30,2% e 18%. Tanto Ponte quanto Guarani atingem seu auge na faixa de 35 a 44 anos (17,6% e 9,1%). Daí até os mais jovens, o enfraquecimento é flagrante – especificamente para o Guarani (3,5%), superado pelo Santos (4,8%) e até pelo Flamengo (3,8%). Ao lado do Bugre e do Peixe, o Palmeiras perde força à medida com as torcidas se renovam.

Por instrução:

fig-05

O maior crescimento entre torcedores com nível superior pertence ao Guarani. O Bugre, que nos números globais marca 6,3%, sobe a 12,1% entre os mais escolarizados. As únicas massas a também crescerem neste recorte são as de Ponte (14,7%) e São Paulo (12,3%).

Por poder aquisitivo:

fig-06

Aqui, um fenômeno semelhante ao da análise anterior: crescimento de Ponte e Guarani entre os mais ricos. De 9,1% entre aqueles que recebem menos e um salário-mínimo, a Ponte salta para 21,2% entre os que percebem mais de cinco salários. Constitui-se, assim, como torcida de maior capacidade financeira em Campinas. O Guarani vai de 2,3% a 7,2%. Em direção oposta, Corinthians (26,7%) e São Paulo (14,7%) tem amplo predomínio em meio aos mais pobres.

Um grande abraço e saudações!

E-mail da coluna: teoriadosjogos@globo.com

Siga @vpaiva_btj

Curtam o blog Teoria dos Jogos no Facebook!

6 comentários sobre “A Pesquisa da Vez: Campinas 2016 – Tira teima EXCLUSIVO

  1. Parece mais dentro da realidade, apesar deste instituto GPP também não ser lá grandes coisas, já houve muitas disparidades de seus números com os do Ibope tempo atrás, quando se via nitidamente que os números do segundo eram bem mais confiáveis e perto do que a gente percebia, principalmente dentro do estado do Rio de Janeiro.

  2. a torcidinha de merdinha do santinhozinhozinhozi….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk maior que a massa verde em campinas!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk essa eu vou rir pelos próximos 2000 anos!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ate a massa vascaína e maior em campinas que essa merdinha enlatada do santinhozinhizinhozihno

Deixe uma resposta